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A
pobreza e mesmo o desamparo em que milhões de crianças vivem são bem
documentados. Muitas delas habitam em estruturas provisórias nas favelas de
grandes cidades de todo o mundo. Além disto, números alarmantes de crianças são
vítimas da pobreza, não somente nos países economicamente pobres, mas também em
países economicamente desenvolvidos.
Entre 20% e 25% das crianças, em
alguns dos países mais ricos do mundo, são caracterizadas como pobres. As
crianças são as principais vítimas dos problemas sócio-econômicos, e poucos
governos adotam políticas que efetivamente sejam orientadas para solucionar
esta situação.
Enquanto
a pobreza afeta as crianças de todos os grupos étnicos, ela fere primariamente
aquelas dos assim chamados grupos
“minoritários”, incluindo os imigrantes e os refugiados. Elas são muitas vezes
vítimas do racismo fanfarrão e da xenofobia. Muitas crianças sofrem quando o
lento índice de crescimento econômico faz despencar os salários,
particularmente quando pertencem a famílias
de pais separados. São geralmente os filhos de mulheres jovens, mães
solteiras, e com habilitações para o trabalho limitadas. A assistência dada
pelos governos, muitas vezes, não é suficiente nem eficaz.
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