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Negando às Crianças Viverem sua Infância
Em
tudo quanto foi dito acima, observamos um denominador comum: sociedades –
nações, seus governos, seus cidadãos – estão violando os direitos das crianças,
não permitindo que elas sejam crianças. A reverência devida às crianças exige
que nós as tomemos como elas são, e lhes ajudemos a se transformarem nas crianças que deveriam ser e têm o direito
de ser. O Cardeal William Keeler criticou severamente as sociedades que negam
às crianças sua infância – sua integridade de caráter, sua inocência e seu
sentido de admiração: “ Uma cultura que zomba, ameaça, reprime, ou mata essa
inocência e esse senso de admiração, é uma cultura sujeita a um severo
julgamento”.
Concluo
esta secção com uma dolorosa história. Vocês podem tirar dela suas próprias
conclusões:
“Uma
cidade de 13.000 habitantes foi testemunha do suicídio de oito adolescentes durante
os últimos três anos. Um deles, um rapaz de 15 anos, se matou em seu quarto com
a pistola pertencente ao pai dele. Foi exatamente na véspera de Natal. Deixou
um cartão escrito para seus pais, que estavam separados havia dez anos: “Na
verdade não sei o que dizer destas “malditas” (sic) coisas, mas eu quero que
saibam que eu os amo: mamãe e papai.
Não freqüento as aulas de [inglês], por isso minha ortografia não precisa ser
perfeita”. Ele pediu a sua mãe que “parasse” de fumar” (em inglês usou ‘quite’
em vez de ‘quit’), e pediu aos pais que voltassem a conviver, em casa. -
“Também tratem bem meu gato... este é um desejo que registro nesta carta”. –
Deixou uma coleção de fotos de astros
do esporte para um amigo; sua “bee-bee gun”(¹)
a presenteou a um outro amigo. Ainda para um terceiro deixou seus
equipamentos e roupas favoritas de esporte, com a observação de que estavam na
mochila, e que as roupas precisavam ser lavadas.
Ele
nunca disse por que se tirava a própria vida.
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