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Irmão John Johnston, FSC
Superior Geral
Sobre a def. das crianças, o Reino de Deus e a miss. Lassal.

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  • V. Defesa das Crianças: um Novo Enfoque da Missão Lassalista
    • Solidariedade com as Crianças Pobres
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Solidariedade com as Crianças Pobres

A solidariedade com as crianças pobres é um modo concreto de vivenciar  nosso voto de associação para a educação delas. A solidariedade proporciona a todos nós um modo de viver nosso quarto voto, quer estejamos, quer não, em contato com jovens pobres. Não basta que alguns Irmãos e colaboradores lassalistas eduquem pobres. Todos os Irmãos e todos  os colaboradores lassalistas, sejam quais forem seus misteres, devem ser solidários com os pobres. “Seja qual for o engajamento, os Irmãos querem permanecer sempre solidários com os pobres e com a ação do Instituto em favor deles” (Declaração, 32, 1) – Importa que cada Irmão faça sua a decisão de São João Batista de La Salle, de ir aos pobres ‘com um coração de pobre’, e descubra assim, pouco a pouco,  todas as implicações de sua consagração a Deus(Declaração, 34, 2). Ao chamar a solidariedade de virtude cristã, João Paulo II a define como “uma determinação perseverante para nos comprometermos  pelo bem comum, isto é, o bem de todos e de cada indivíduo, porque realmente somos responsáveis por todos” (Solicitudo Rei Socialis, 38, 40). – Esta carta é um apelo para todos nós – Irmãos e colaboradores – para nos compromissarmos, com determinação firme e perseverante para o bem das crianças, vítimas da depravação humana. Expressamos nossa solidariedade com as crianças pobres, quando, por palavras, ações, e qualidade de presença, lhes manifestamos profundo amor e respeito. Em solidariedade, nos esforçamos a ajudá-las a crescer em “resiliência”. (²)

Contudo, a atenção às necessidades de pessoas individualmente, a opção por e a implantação de obras em favor dos pobres, “nunca podem dispensar os esforços para instaurar uma ordem social mais justa, objetivando a eliminação da pobreza(Declaração, 30,3). Conseqüentemente, nós temos que cultivar a consciências de nossos alunos, ensinando-lhes a doutrina social da Igreja, e animando-os a “participar efetivamente na luta pela justiça e a paz”. Em nossa ação educativa devemos ter o cuidado de contribuir para que nossos alunos tomem consciência concreta do sofrimento humano”, e de crescerem “num senso de fraternidade universal” (Declaração, 32, 1,2).

A solidariedade com os pobresespecialmente crianças pobresdeve estar evidente nas declarações da missão de todas as Províncias, escolas, centros apostólicos e programas anuais. Deve estar evidente também nos projetos comunitários anuais e nos projetos pessoais. Mais ainda, a solidariedade com os pobres e com as crianças  abandonadas, deve tornar-se um fator dominante e determinante nas decisões que Provinciais, Capítulos Provinciais, direções de escolas e setores administrativos, comunidades religiosas e comunidades educativas tomam no referente à missão presente e à futura  da Província. Textualmente: “Todos os órgãos de governo, de decisão ou de diálogo do Instituto devem prosseguir nesta conversão para os pobres, de maneira que todas as decisões e estruturas demonstrem na ação a verdade de nossa  “volta  aos pobres (Declaração 34, 4).

 




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