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A
solidariedade com as crianças pobres é um modo concreto de vivenciar nosso voto de associação para a educação
delas. A solidariedade proporciona a todos nós um modo de viver nosso quarto
voto, quer estejamos, quer não, em contato com jovens pobres. Não basta que alguns
Irmãos e colaboradores lassalistas eduquem pobres. Todos os Irmãos e todos
os colaboradores lassalistas, sejam
quais forem seus misteres, devem ser solidários com os pobres. “Seja qual for o
engajamento, os Irmãos querem permanecer sempre solidários com os pobres e com
a ação do Instituto em favor deles” (Declaração, 32, 1) – “ Importa que
cada Irmão faça sua a decisão de São João Batista de La Salle, de ir aos pobres
‘com um coração de pobre’, e descubra assim, pouco a pouco, todas as implicações de sua consagração a
Deus” (Declaração, 34, 2). Ao chamar a solidariedade de virtude cristã,
João Paulo II a define como “uma determinação perseverante para nos
comprometermos pelo bem comum, isto é,
o bem de todos e de cada indivíduo, porque realmente somos responsáveis por
todos” (Solicitudo Rei Socialis, 38, 40). – Esta carta é um apelo para
todos nós – Irmãos e colaboradores – para nos compromissarmos, com determinação
firme e perseverante para o bem das crianças, vítimas da depravação humana. Expressamos
nossa solidariedade com as crianças pobres, quando, por palavras, ações, e
qualidade de presença, lhes manifestamos profundo amor e respeito. Em
solidariedade, nos esforçamos a ajudá-las a crescer em “resiliência”. (²)
Contudo,
a atenção às necessidades de pessoas individualmente, a opção por e a
implantação de obras em favor dos pobres, “nunca podem dispensar os esforços
para instaurar uma ordem social mais justa, objetivando a eliminação da
pobreza” (Declaração, 30,3). Conseqüentemente, nós temos que cultivar a
consciências de nossos alunos, ensinando-lhes a doutrina social da Igreja, e
animando-os a “participar efetivamente na luta pela justiça e a paz”. Em nossa
ação educativa devemos ter o cuidado de contribuir para que nossos alunos tomem
consciência concreta do sofrimento humano”, e de crescerem “num senso de
fraternidade universal” (Declaração, 32, 1,2).
A
solidariedade com os pobres – especialmente crianças pobres – deve estar
evidente nas declarações da missão de todas as Províncias, escolas, centros
apostólicos e programas anuais. Deve estar evidente também nos projetos
comunitários anuais e nos projetos pessoais. Mais ainda, a solidariedade com os
pobres e com as crianças abandonadas,
deve tornar-se um fator dominante e determinante nas decisões que Provinciais,
Capítulos Provinciais, direções de escolas e setores administrativos,
comunidades religiosas e comunidades educativas tomam no referente à missão
presente e à futura da Província.
Textualmente: “Todos os órgãos de governo, de decisão ou de diálogo do
Instituto devem prosseguir nesta conversão para os pobres, de maneira que todas
as decisões e estruturas demonstrem na ação a verdade de nossa “volta
aos pobres” (Declaração 34,
4).
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