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Irmão John Johnston, FSC
Superior Geral
Sobre a def. das crianças, o Reino de Deus e a miss. Lassal.

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  • V. Defesa das Crianças: um Novo Enfoque da Missão Lassalista
    • Como podemos Viver Hoje a Solidariedade com Crianças e Jovens Pobres?
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Como podemos Viver Hoje a Solidariedade com Crianças e Jovens Pobres?

 

O que segue não é uma lista autoritária ou definitiva de ações concretas. É uma lista de possibilidades que eu espero possam servir como ponto de partida. Para simplificar a apresentação, empreguei a primeira pessoa do plural, para indicar e incluir os Irmãos e outros lassalistas:

Como uma conseqüência lógica dos cinco Colóquios, nós podemos tornar a defesa das Crianças e dos seus direitos um tema maior do 43º Capítulo Geral. Esse Capítulo do Ano Jubilar pode adotar a defesa das crianças em carências como um enfoque particular para a missão lassalista em todo o mundo durante os próximos sete anos.

Em níveis Regionais e de Províncias, nós podemos organizar encontros de Irmãos interessados para discussões e sessões de “brainstorming”.

Escrevendo em nível provincial e local, nós podemos declarar-nos comprometidos na defesa das crianças, como uma dimensão integrante da missão da Província.

Nós podemos concretizar as recomendações do Capítulo Geral, de avaliar a efetividade de nossos programas e de nossa ação pela “promoção da justiça, especialmente no referente à alfabetização, os direitos das crianças, valores educacionais, e defesa(Circular 435).

Nós podemos prover materiais para a formação permanente dos professores, pessoal administrativo, pais, membros da direção, antigos alunos,  na doutrina social da Igreja, e nas orientações do Instituto. Podemos organizar colóquios, seminários, palestras, discussões, encontros para os membros da Família Lassalista. Alguns desses programas podem servir-se das atas dos cinco Colóquios, como pontos de partida. Esse material é o assunto de um Bulletin, atualmente em preparação.

Na convicção de que a escola, o “instrumento preferencial” de nossa missão, é uma “escola acessível aos pobres(Regra 3),  nós podemos criar fundos para bolsas de estudo, e assim propiciar assistência financeira total ou parcial, a tantos jovens carentes quanto possível.

Nós podemos criar programas educativos para formar em todos os jovens a quem atendemos, na consciência das conseqüências da pobreza e das estruturas sociais inadequadas. Nós podemos auxiliá-los no desenvolvimento de uma consciência social, e na aceitação de sua responsabilidade para a mudança. No espírito dos artigos 14 e 40 da Regra, nós podemos desenvolver programas que incluam informação adequada, instrução na doutrina social da Igreja, experiência prática de trabalho com os pobres, e oportunidades para refletir sobre essa experiência à luz do Evangelho.

Aqueles de nós, envolvidos em educação superior, podem empenhar-se na concretização das recomendações do último Capítulo Geral, de promover  pesquisas de sondagem das causas da pobreza e da injustiça social, e maneiras de eliminar essas causas (Circular 435). Nós podemos organizar conferências e seminários sobre o tópico da exploração de crianças. Nós podemos participar nos sistemas políticos como defensores das crianças. Através de distinções de “doctor honoris causa e de outras distinções, nós podemos manifestar o reconhecimento a pessoas que dedicam suas vidas à promoção dos direitos humanos das crianças. Em nossos programas de treinamento de professores, nós podemos garantir que futuros professores conheçam bem a Declaração Universal dos Direitos Humanos,  a Convenção sobre os Direitos da Criança, e as implicações desses documentos para professores e educadores.

Nós podemos promover a noção de “cada escola um centro de impacto”. Podemos propiciar a criação de “programas de extensão” na proximidade local, vilas e cidades. Nós podemos convencer os professores, pais, antigos alunos, e os próprios alunos a participarem em programas de serviço a crianças carentes.

Nós podemos estimular lassalistasIrmãos, colaboradores, pais, antigos alunos, membros diretivos, alunos – a se envolverem ativamente em organizações internacionais, nacionaiscívicas, católicas, ecumênicas... dedicadas a confrontar politicamente estruturas e proteção inadequadas aos jovens. Eu penso que nossas associações de antigos alunos podem engajar-se  mais ativamente em tais atividades.

Nós podemos promover vigorosamente o desenvolvimento da Juventude Lassalista e dos Voluntários Lassalistas, em bases de prazos curtos e prazos longos, recomendando que eles se dediquem  de maneira particular às crianças e aos jovens abandonados e marginalizados. O movimento da Juventude Lassalista está crescendo em vigor e eficiência. Temos várias estruturas para voluntários em tempo integral, com resultados impressionantes, mas, o número total destes Voluntários no Instituto é ainda muito reduzido. Por outro lado, o número de voluntários durante o período de férias é significativo. Muitos desses voluntários, tanto estudantes de mais idade como adultos, participaram até três ou quatro vezes. O último Capítulo Geral recomendou que Irmãos, em gozo de ano sabático ou de outras oportunidades de renovação, incluam em seu programa, um “envolvimento com os menos favorecidos”.

Nós podemos empenhar-nos para pôr em prática os artigos 40a e 19a que determinam que as Províncias desenvolvam um plano que progressivamente torne o serviço direto aos pobres, sua “prioridade efetiva”, tanto na área geográfica da Província, como fora dela. Nós, Irmãos, podemos dar apoio a propostas de “confiar a outros algumas de nossas obras, para satisfazer a necessidades urgentes”. Além disto, podemos oferecer-nos para serviços em “lugares mais necessitados do ministério dos Irmãos( Regra, 40a  e 19a).

Para tornar a presença da Igreja uma realidade mais sentida entre os pobres, nós podemos reforçar  nossa diligência e iniciar novas comunidades e “projetos de inserção” em setores pobres (Circular 435). “Diversas são as comunidades que vivem e operam entre os pobres e marginalizados, abraçam a sua condição e partilham os seus sofrimentos, problemas e perigos (Vita Consecrata, 90).

Especialmente nas regiões pobres do mundo, mas também em setores empobrecidos dos países industrializados, podemos revigorar  nossa presença lassalista na educação elementar e nos primeiros anos da secundária. Na sua recente Mensagem, o Dia Mundial da Paz, o Papa faz referência à necessidade da educação elementar, e manifesta sua preocupação por “em algumas das regiões mais pobres do mundo, as oportunidades educacionais estão realmente decrescendo, especialmente na área da educação primária. Ele afirma: Por vezes, os recursos parecem disponíveis para  projetos de prestígio e para a educação secundária, mas não para as escolas primárias” (8). Em anos recentes, algumas Províncias têm iniciado escolas primárias e escolas médias novas e efetivas, para crianças e jovens de menor idade. Nós podemos também explorar a possibilidade de “escolas itinerantes”, como as da rede de salas de aula em ônibus, na França, a que já me referi mais acima.

Nós podemos reforçar programas existentes e criar novos centros para meninos e meninas de rua, órfãos, e crianças abandonadas. Possuímos um louvável número de tais centros em vários países. Eles são de tipos e de formatos diferentes, mas estão todos  a serviço das crianças e dos jovens pobres. Por vezes, esses Centros estão sob a direção do Instituto. Em outros casos, Irmãos e cooperadores leigos colaboram em programas dirigidos em conjunto por várias institutos religiosos, conferências religiosas, associações ecumênicas, ou organizações civis. Em algumas escolas, Irmãos, colaboradores leigos, pais, antigos alunos e alunos dedicam várias horas por semana em projetos para meninos e meninas de rua.

A “prevenção” é um aspecto importante de alguns centros e programas. Neles existe o empenho para ajudar às famílias em dificuldades, para que os filhos não terminem na rua. Em outros há creches onde se  prestam cuidados a bebês e criancinhas enquanto suas mães  estão trabalhando. Alguns centros para meninos e meninas de rua oferecem  moradia temporária. Outros são semi-internatos, onde as crianças podem jogar, descansarreceber atendimento médico, tomar banho, receber aconselhamento – e, o que é mais importante, fazer a experiência de um atendimento amoroso.

Nós podemos manter nossa longa tradição de trabalhar com crianças com problemas de comportamento, prestando uma assistência especializada em nossas escolas, ou reforçando, ou criando  centros especificamente intencionados para esta finalidade. Temos muitos de tais centros, mas, devido ao número decrescente de Irmãos, mudanças políticas de governo, e dificuldades financeiras, eles existem em números menores do que no passado.

Nós podemos oferecer as facilidades e os cuidados necessários em nossas escolas para crianças que apresentam deficiências mentais ou físicas, mas que podem ser integradas no ambiente de uma escola comum. Nós também podemos trabalhar direta ou indiretamente com crianças gravemente deficientes, particularmente quando são descuradas ou mesmo abandonadas. Em áreas onde temos instituições para crianças deficientes, nós podemos melhorar a qualidade de nossa formação profissional, e podemos esforçar-nos para envolver nossas comunidades educacionais das escolas no nosso trabalho.




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