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Intro
Prezados Irmãos:
Há tempo que partilhei o
conteúdo desta circular com os Irmãos Provinciais e seus Conselhos. Meu desejo
era ampliar este tema antes de oferecê-lo a vocês. Mesmo sem conseguir completá-lo
como queria, ofereço-o com algumas limitações. Certamente, quando esta reflexão
passar para a vida, obteremos um resultado melhor do que está escrito.
Embora um tema complexo, creio ser importante enfrentá-lo para situar-nos com
clareza em nossa vida de consagrados. Penso que está incidindo em nossa vida
pessoal e comunitária e pode condicionar a vitalidade do nosso carisma bem como
a refundação do Instituto. Por não ter suficiente clareza ou domínio deste
assunto, por não falar do tema com serenidade, padecemos de uma certa
perplexidade ou desorientação a respeito. Às vezes manifestamos agressividade
na forma de tratá-lo. Por outro lado, a verdade é que não é muito o que
avançamos no terreno concreto.
O início do Advento parece um momento oportuno para obsequiar-lhes algumas
idéias e muitas inquietações sobre alguns aspectos relacionados com nossos bens
materiais. Além disso, estamos finalizando o ano jubilar, tempo especial que
nos interpela e convida a mudar, a converter-nos e purificar-nos. É tempo de
impulsionar a VIDA com fidelidade criativa. Por isso, convido-os a não
permanecermos somente na realidade atual, mas a viajar para o futuro. Não
podemos viver de lembranças nostálgicas nem apegar-nos ao presente, mas temos
que freqüentar o futuro. Seria uma satisfação se pudéssemos fazer essa viagem
com certa freqüência, pessoal e comunitariamente. Vocês e eu temos necessidade
de "sonhar". Temos que fazê-lo sobretudo por fidelidade aos apelos de
Deus. Também para contagiar os outros com nosso entusiasmo, para que possam
viver com o ânimo carismático que Marcelino quis para os Irmãozinhos de Maria
ao fundar-nos.
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