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b) Minha
história pessoal
4. Eu mesmo tenho um conceito do
valor e uso do dinheiro e da austeridade de vida, que me levam a sentir-me mais
identificado com determinadas inquietudes da vida religiosa ou de um grupo de
Irmãos, o que me dificulta a compreensão de algumas situações. Na minha
infância e adolescência conheci a penúria econômica de um continente que sofria
os efeitos da guerra. Em meu país, junto com isso, sofríamos as conseqüências
de um bloqueio internacional que se prolongou até 1955. Creio que sou dos
últimos grupos que nas casas de formação nem sempre tiveram o necessário, e
alguns colegas adoeceram com a tuberculose devido à parca alimentação. O mesmo
acontecia com Irmãos que já estavam nas comunidades dos Colégios. Nesse
ambiente foi-nos inculcado um sentido de privação, de evitar gastos, de
economizar. E como o dinheiro era escasso, tinha um valor. É um aspecto da
formação que continua muito presente em mim. Pessoalmente serve e me orienta
nos critérios de sobriedade de vida, mas possivelmente condiciona meus pontos
de vista que ofereço em relação ao uso evangélico dos bens do Instituto, bem
como ao nível social das comunidades. Tendo em conta a própria experiência,
procuro refletir fazendo referência aos nossos documentos e às instituições da
Vida Religiosa hoje.
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