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Instituto dos Irmãos Maristas
A propósito de nossos bens

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  • III ASPECTOS QUE NECESSITAM DE DISCERNIMENTO E CONCRETIZAÇÃO
    • A capitalização: Que quantidade de dinheiro necessitamos guardar?
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A capitalização: Que quantidade de dinheiro necessitamos guardar?

 

26. Nossas vidas, assim como nosso ministério e nossas instituições, estão imersos numa rede de relações com nossa cultura e nossa sociedade que, ao mesmo tempo que os sustentam, limitam consideravelmente a liberdade.

      Não podemos "deter o mundo", mas podemos deter a nós mesmos! Temos necessidade de empregar toda nossa , nossos talentos e valores para discernir até que ponto estamos influenciados individualmente ou como grande comunidade religiosa, pelo contexto sociocultural. Devemos discernir para escolher as formas de relação com este mundo mutante que sejam coerentes com os valores evangélicos. A sociedade necessita desta coerência por parte dos religiosos. As pessoas estão conscientes do drama da vida a sua volta, e estão comprometidas junto com outras para o bem da humanidade.

1. Com relação aos fundos da Província, parece que há três grandes áreas de reflexão:

    Partindo das responsabilidades sociais de sua Província, e levando em conta a prudência, mas sem esquecer a dimensão da insegurança econômica que a opção por Jesus significa, que quantidade de dinheiro ( ou de investimentos) deveriam manter como fundo de reserva? O que sua comunidade e colégio, com o Irmão Provincial e seu Conselho, podem fazer para assegurar que as iniciativas em favor dos pobres sejam prioritárias nas projeções apostólicas e não fiquem sacrificadas em detrimento de instituições financeiramente mais seguras? O que deveria ser reorientado ou que novas realidades deveriam ser criadas na Província? Tudo isso supõe um discernimento prévio sobre a missão no contexto do país, as prioridades e os serviços a realizar. O artigo 34 das Constituições é bem claro nisso. Solidariedade interna e externa: O que fazer com os fundos quando há superávit? Como motivar-nos, tomar decisões, em nível de comunidade e Província, para dar, em situações dramáticas, algo do que a Província pode precisar?

2. Critérios para orientar a reflexão sobre capitalização:

3. Fazer um estudo e discernir posteriormente o sistema e os critérios administrativos de sua Província e a organização e funcionamento que convém aplicar: isso supõe descrever e identificar objetivamente:

E a partir desse estudo, estabelecer as reservas econômicas que se desejam guardar nos bancos ou em outras aplicações para fazer frente às responsabilidades, mas considerando a "insegurança" que estamos dispostos a assumir, coerentes com o propósito, que fizemos através dos votos, de seguir a Jesus. 4. Esse plano sobre "capitalização" que se atualiza a cada dois ou três anos, poderia descer a aspectos tão concretos como:

      É claro que precisamos obter rentabilidade, mas isso não pode ser a qualquer preço. Apresento este aspecto não apenas pelo risco que se corre quando se pretende um lucro exagerado, mas pelos objetivos de determinadas instituições financeiras. Temos que trabalhar com segurança e buscar o benefício, mas atualmente vão surgindo alternativas interessantes. Já ouviram falar em Fundos éticos? Em seu país, conhecem iniciativas sociais de algumas instituições financeiras nas quais poderia estar depositado parte do capital da Província?

 




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