A IMPORTÂNCIA
QUE NELES REVESTE A FORMAÇÃO
74. Não se poderiam considerar como
secundários o estudo da Palavra de Deus, da Tradição dos
Padres, dos documentos do Magistério da Igreja e uma reflexão
teológica sistemática ali onde as pessoas optaram por ordenar
todo o conjunto da sua vida à busca prioritária, se não
exclusiva, de Deus. Estas religiosas e religiosos integramente ordenados
à contemplação aprendem na Escritura como Deus não
se cansa de buscar a sua criatura para fazer aliança com ela e como, por
sua vez, toda a vida do homen não pode ser senão uma busca
incesante de Deus. E eles mesmos se empenham pacientemente nessa busca. A
criatura tropeça sob o pêso das suas limitações,
mas, ao mesmo tempo, Deus fá-la capaz de apaixonar-se por essa busca.
É preciso, pois, ajudar a estes religiosos a se aproximarem do
mistério de Deus, sem deixar de levar em conta as exigências
críticas da razão humana. É necessário
também destacar as certezas que a Revelação oferece sobre
o mistério de Deus Pai, Filho e Espírito Santo, permanecendo,
contudo, modestos acerca do resultado de uma busca que não
acabará senão no face-a-face, quando veremos a Deus tal como
é. A primeira preocupação destes contemplativos não
é, nem pode ser a de adquirir amplos conhecimentos, nem conquistar graus
acadêmicos. É e deve ser a de garantir a fé, «garantia dos
bens que se esperam e prova das realidades que não se vêem».
3 Na fé se encontram o fundamento e as primícias de uma
contemplação autêntica. Ela introduz certamente por rotas
desconhecidas: «Abraão saíu sem saber para onde ia»,4 mas
a fé permite manter-se firme na prova como se se visse o
invisível. 5 Ela saneia, aprofunda e deslancha o
esfôrço da inteligência que busca e que contempla o que
não alcança agora senão como «num espelho e em
enigma».6
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