O TRABALHO
79. O trabalho é uma lei comum à qual
as religiosas e os religiosos sabem que estão obrigados e será
conveniente, em período de formação, fazer ressaltar o seu
significado, já que, no caso que nos ocupa, este se realiza dentro do
mosteiro. O trabalhar para viver não é um obstáculo
à Providência de Deus que se preocupa pelos menores detalhes de
nossas vidas, mas entra nos seus planos. Pode considerar-se como um
serviço à comunidade, um meio de exercer nela uma
responsabilidade e de colaborar com outros. Permite desenvolver certa
disciplina pessoal e equilibrar os aspectos mais interiores que traz consigo o
horário cotidiano. Nos sistemas de previsùao social que entram
progressivamente em vigor em diferentes países, o trabalho permite
também aos religiosos participar na solidariedade nacional à qual
nenhum cidadùao tem o direito de se subtrair. Mais geralmente, é
um elemento de solidariedade com todos os trabalhadores do mundo. O trabalho
responde, assim, nùao só a uma necessidade econômica e
social, mas a uma exigência evangélica. Ninguém em
comunidade pode identificar-se com um trabalho preciso do qual correria o risco
de fazer-se proprietário, mas que todos devem estar disponíveis
para todos os trabalhos que se lhes possam pedir. Durante o tempo da
formação inicial, especialmente durante o noviciado, o tempo
reservado ao trabalho nùao poderá subtrair-se do que está
normalmente reservado aos estudos ou a outras atividades em
relação direta com a formação.
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