12. São a fé, a esperança e a caridade
as que impulsionam os religiosos e as religiosas a empenharem-se por meio dos
votos a praticar e professar os três conselhos evangélicos e a dar
assim testemunho da atualidade e do valor das bemaventuranças para este
mundo. 16 Os conselhos são como que o eixo condutor da vida
religiosa, já que eles expressam de maneira completa e significativa o
radicalismo evangélico que a caracteriza.
· Com efeito,
«pela profissão dos conselhos evangélicos, feita na Igreja, (o
religioso pretende libertar-se das amarras que poderiam retê-lo em sua
busca de caridade fervente e da perfeição do culto divino e
é consagrado mais intimamente ao serviço de Deus»17.
Os conselhos
evangélicos afetam a pessoa humana no nível das três
dimensões essenciais de sua existência e de suas relações:
o amar, o possuir e o poder. Esse enraizamento antropológico explica que
a tradição espiritual da Igreja, com frequência, os haja
relacionado com as três concupiscências evocadas por São
João. 18 Sua prática bem levada favorece o desenvolvimento
da pessoa, a liberdade espiritual, a purificação do
coração, o fervor da caridade e ajuda o religioso a cooperar na
construção da cidade terrena. 19
Os conselhos
evangélicos vividos o mais autenticamente possível têm uma
grande significação para todos os homens, 20 já
que cada voto dá uma resposta específica às grandes
tentações do nosso tempo. Mediante eles, a Igreja continua
mostrando ao mundo os caminhos da sua transformação em Reino de
Deus.
Por isso,
é importante que se ponha um cuidado esmerado em iniciar os candidatos
à vida religiosa, teórica e praticamente, nas exigencias
concretas dos três votos.
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