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Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica
Orientações sobre formação nos institutos religiosos

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  • I CONSAGRAÇÃO RELIGIOSA E FORMAÇÃO
      • 15
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A OBEDIÊNCIA

15. «O conselho evangélico de obediência, assumido com espírito de e amor no seguimento de Cristo obediente até à morte, obriga à submissão da vontade aos legítimos Superiores, que fazem as vezes de Deus, quando ordenam de acordo com as próprias constituições».30

Além disso todos os religiosos «estão submetidos por razão especial à autoridade suprema da Igreja (...) (e) devem obedecer ao Soberano Pontífice como seu supremo superior, inclusive em virtude do vínculo sagrado de obediência».31

"Longe de menosprezar a dignidade da pessoa humana, (a obediência) a leva à maturidade, fazendo crescer a liberdade dos filhos de Deus».32

A obediência religiosa é, ao mesmo tempo, imitação de Cristo e participação a missão. Ela se preocupa de fazer o que Jesus fez e, ao mesmo tempo, o que ele faría na situação concreta na qual o religioso se encontra hoje. Num instituto, exerça-se ou não a autoridade, uma pessoa não pode mandar nem obedecer sem referência à missão. Quando o religioso obedece, ele coloca a sua obediência na linha de continuidade com a obediência de Jesus pela salvação do mundo. Por isso, tudo o que no exercício da autoridade ou da obediência, sabe a compromisso, a solução diplomática ou a pressão, ou a qualquer tipo de manipulação humana, trai a inspiração fundamental da obediência religiosa, que é a de conformar-se com a missão de Jesus e atualizá-la no tempo, inclusive quando se trate de um compromisso difícil. Um superior que favorece o diálogo educa para uma obediência responsável e ativa. Contudo, corresponde a ele «usar de (sua) autoridade quando é preciso decidir e mandar o que se deve fazer».33

Na pedagogia da obediência ter-se-á em conta o seguinte:

para poder dar-se em obediência, é preciso, antes de tudo, existir. Os candidatos necessitam sair do anonimato do mundo da técnica e reconhecer-se e ser reconhecidos como pessoas, ser estimados e amados;

estes mesmos candidatos têm necessidade de encontrar a verdadeira liberdade, com a finalidade de poder dar pessoalmente o passo daquilo «de que gosta» para aquilo «que é a vontade do Pai». Para isso as estruturas da comunidade da de formação, mantendo-se, porém, suficientemente claras e firmes, deixarão amplo espaço às iniciativas e às decisões responsáveis;

a vontade de Deus se expressa de forma mais frequente e eminente através da mediação da Igreja e de seu Magistério, e espicificamente para os religiosos, através de suas próprias constituições;

em questão de obediência, o testemunho dos maiores em comunidade para os jovens tem mais peso do que qualquer outra consideração teórica.

Contudo, o jovem que se esforça para obedecer como Cristo e em Cristo pode superar exemplos menos edificantes. A educação para a obediência religiosa se fará, pois, com toda a lucidez e exatidão requerida para não desviar-se do «caminho» que é Cristo em missão. 34




30 C. 601



31 C. 590, 1 e 2.



32 PC 14.



33 PC 14.



34 Cf. Jn 14, 16.






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