A VIRGEM MARIA
À obra do Espírito sempre esteve
associada a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe de todos os membros
do Povo de Deus. Por Ele ela concebeu em seu seio o Verbo de Deus e é
Ele a quem ela esperou com os apóstolos, perseverando na
oração (cf. LG 52 e 59), depois da Ascensão do
Senhor. Por isso, desde o princípio até o fim de um
itinerário de formação, as religiosas e os religiosos
encontram a presença da Virgem Maria.
«Entre todas as pessoas consagradas sem reserva a
Deus, ela é a primeira. Ela, a Virgem de Nazaré, é
também a mais plenamente consagrada a Deus, consagrada do modo mais
perfeito. Seu amor esponsal alcança o seu ápice na maternidade
divina por obra do Espírito Santo. Mãe, ela leva em seus
braços a Cristo, e ao mesmo tempo, responde do modo mais perfeito ao seu
chamamento «segue-me». Ela, sua Mãe, o segue como seu Mestre em
castidade, pobreza e obediência (...). Se Maria é o primeiro
modelo para toda a Igreja, é-o, com mais razão, para as pessoas e
comunidades consagradas dentro da Igreja. Cada religioso está convidado
a «reavivar (sua) consagração religiosa segundo o modelo da
consagração da própria Mãe de Deus». 6
O religioso encontra Maria não só a
título de modelo, mas também a título materno. «Ela
é a Mãe dos religiosos, porque ela é a Mãe daquele
que foi consagrado e enviado. A vida religiosa encontra em seu Fiat e em seu
Magnificat a totalidade de seu abandono à ação
consecratória de Deus e o estremecimento de gôzo que dela
nasce».7
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