A COMUNIDADE
26. No seio da Igreja e em comunhão com a
Virgem Maria, a comunidade de vida exerce um papel privilegiado na
formação em qualquer etapa. E a formação depende,
em grande parte, da qualidade desta comunidade. Esta qualidade é o
resultado do seu clima geral e do estilo de vida dos seus membros, em
conformidade com o caráter próprio e o espírito do
instituto. Vale dizer que uma comunidade será aquilo que os seus membros
dela fizerem, tem suas exigencias próprias, e, antes de que
alguém se sirva dela como meio de formação, merece ser
amada e servida pelo que ela é na vida religiosa, tal como a Igreja a
concebe. A inspiração fundamental continua sendo, evidentemente,
a primeira comunidade cristã, fruto da Páscoa do Senhor.
25 Mas, ao tender para este ideal, é preciso ser consciente das
suas exigências. Um humilde realismo e a fé devem animar os
esforços de formação para a vida fraterna. A comunidade se
constitui e permanece não porque os seus membros se encontram bem juntos
por afinidade de ideal, de caráter ou de opções, mas
porque o Senhor os reuniu e os mantém unidos por uma comum
consagração e por uma missão comum na Igreja. À
mediação particular exercida pelo superior todos aderem numa
obediência de fé. 26 Por outra parte, não se
deveria esquecer que a paz e o gôzo pascais de uma comunidade são
sempre o fruto da morte a si mesmo e da acolhida do dom do Espírito. 27
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