O RELIGIOSO
MESMO: RESPONSÁVEL DA SUA FORMAÇÃO
29. Mas é o religioso mesmo que tem a
responsabilidade primeira de dizer «sim» ao chamamento que recebeu e de assumir
todas as consequências desta resposta, que nãé, antes de
tudo, de ordem intelectual, mas, acima de tudo, de ordem vital. O chamamento e
a ação de Deus, como seu amor, são sempre novos; as
situações históricas jamais se repetem. O chamado
está, pois, convidado a dar uma resposta atenta, nova e
responsável. O seu caminhar recordará o do Povo de Deus em Exodo,
e também a lenta evolução dos discípulos «tardos
para crer»,29 mas que terminam ardendo de fervor quando o Senhor
ressusci-tado se-lhes revela. 30
Isso nos diz até que ponto a
formação do religioso deverá ser personalizada.
Tratar-se-á, pois, de apelar vigorosamente à sua
consciência e à sua responsabilidade pessoal, para que ele
interiorize os valores da vida religiosa e, ao mesmo tempo, a regra de vida
proposta pelos seus mestres e mestras de formação. Desse modo,
encontrará em si mesmo a justificação das suas
opções práticas e no Espírito criador o seu
dinamismo fundamental. É preciso, pois, encontrar um justo equilibrio
entre a formação do grupo e a de cada pessoa, entre o respeito
aos tempos previstos para cada fase da formação e a sua
adaptação ao ritmo de cada um.
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