Índice | Palavras: Alfabética - Freqüência - Invertidas - Tamanho - Estatísticas | Ajuda | Biblioteca IntraText
A Comissão Internacional de Educação Marista
Educação Marista

IntraText CT - Texto
Precedente - Sucessivo

Clicar aqui para desativar os links de concordâncias

COLETÂNEA DE TEXTOS HISTÓRICOS E SUBSÍDIOS *

1. Discípulos de Marcelino Champagnat.

13.1.1. Primeiro dia de Marcelino Champagnat na escola

A mãe e a tia, sem condições de ensiná-lo a ler senão imperfeitamente, enviaram-no a um professor para aperfeiçoar-lhe a leitura e ensinar-lhe a escrever. No primeiro dia, como era tímido e não ousava sair de seu lugar, o mestre o chamou junto a si para a leitura, mas outro aluno apresentou-se e postou-se à frente de Marcelino. O mestre, tomado de nervosismo, pensando talvez agradar ao jovem Marcelino, deu uma bofetada no rapaz que se adiantara e o mandou chorando para o fundo da sala. Tal atitude não era de molde a tranqüilizar o novo aluno, menos ainda levá-lo a curar sua timidez. Ele diria mais tarde que tremia todo e tinha mais vontade de chorar que de ler. Essa brutalidade revoltou-lhe o espírito de justiça. Pensou consigo: "Não volto à escola de um tal mestre; o tratamento injusto dado àquele menino prova o que posso esperar dele. Na primeira ocasião poderá tratar-me de igual maneira. Não me interessam, pois, nem suas lições e menos ainda seus castigos". De fato, apesar das instâncias dos pais, não quis mais voltar a estudar com aquele professor.

Vida, Edição do Bicentenário, p. 5

14.1.2. O chamado de Deus

A decisão assumida por Marcelino Champagnat de aprender o latim não era veleidade. Os pais, cientes dos fracos dotes do filho, tentaram dissuadi-lo, alegando as dificuldades que tivera na aprendizagem da leitura e a falta de gosto pelo estudo. Tudo o que disseram foi inútil. O rapaz perdeu o atrativo pelos trabalhos e pelo pequeno comércio, aos quais outrora se dedicara com tanto afinco...

Passou um ano na casa do tio, que lhe dispensou o máximo cuidado sem, no entanto, conseguir dele progressos sensíveis. Assim, no fim do ano achou que o sobrinho não devia entrar no seminário. "Seu filho teima em continuar os estudos, disse ele aos pais, mas não vale a pena deixá-lo prosseguir; é muito pouco dotado para obter resultados satisfatórios."

Marcelino, que durante o ano todo rezara e refletira, em nenhum momento se deixou abalar pelas palavras do tio, nem pelas ponderações dos pais. "Preparem meu enxoval, disse. Quero entrar no seminário; hei de vencer, pois Deus me chama." Como lhe apresentassem algumas dificuldades na aquisição de roupas, atalhou: "Não se preocupem com os gastos; tenho dinheiro para cobri-los". Efetivamente, todo o enxoval foi pago com o dinheirinho juntado.

Vida, Edição do Bicentenário, pp. 11-12

15.1.3. A Sociedade de Maria

Nesse tempo (1812-1815) foram lançados os primeiros alicerces da Sociedade de Maria. Alguns seminaristas, à frente dos quais se achavam Colin e Champagnat, se reuniam freqüentemente para animar-se na piedade e no exercício das virtudes sacerdotais. O zelo pela salvação das almas e a procura dos meios para consegui-la eram o assunto mais comum de seus encontros. Da comunicação recíproca dos sentimentos e dos projetos, surgiu a idéia da fundação de uma sociedade de padres...

A devoção especial desse grupo de elite para com a Santíssima Virgem levou-os a colocar a nova Sociedade sob o patrocínio da Mãe de Deus, denominado-a Sociedade de Maria... Além disso, ele mesmo quis participar do grupo, pôs-se à frente e, de tempos em tempos, reunia-os para dirigi-los e animá-los e com eles traçar os planos da nova associação. Numa dessas sessões, combinaram fazer juntos uma peregrinação a Fourvières, a fim de colocar aos pés de Maria o plano da nova associação...

Entretanto, no plano da nova agremiação, ninguém cogitara a necessidade de Irmãos para o ensino. Somente Champagnat acalentou o projeto dessa instituição e o realizou sozinho. Freqüentemente, repetia aos companheiros: "Precisamos de Irmãos; precisamos de Irmãos que ensinem o catecismo, ajudem os missionários e eduquem as crianças".

Vida, Edição do Bicentenário, pp. 27-28

16.1.4. Por que Irmãos?

Nascido no cantão de Saint Genest Malifaux (Loire), tive dificuldades enormes para aprender a ler e a escrever. Por isso, senti a urgente necessidade de fundar uma Sociedade que pudesse com poucos gastos proporcionar às zonas rurais o ensino que os Irmãos das Escolas Cristãs ministram nas cidades.

Champagnat, ao Senhor Antoine Nicolas Narcise Achille de Salvandy,

Ministro da Instrução Pública, Carta 159

17.1.6. A experiência "Montagne"

Chamado a confessar um jovem doente num povoado, (P. Champagnat) pôs-se imediatamente a caminho, conforme seu costume. Antes de ouvi-lo em confissão, fez-lhe uma série de perguntas para saber se tinha as disposições necessárias para receber os sacramentos; estremeceu ao verificar que ele ignorava os principais mistérios, não sabendo nem mesmo se Deus existia. Aflito por encontrar um rapaz de doze anos mergulhado em tão profunda ignorância, e temendo vê-lo morrer nessa situação, sentou-se ao lado do doente e começou a ensinar-lhe os principais mistérios e as verdades essenciais da salvação. Assim, levou duas horas para instruí-lo e confessá-lo. Não foi sem grandes dificuldades que conseguiu ensinar-lhe as coisas mais indispensáveis, pois o jovem se encontrava tão doente que mal entendia o que ele falava. Depois de o ter confessado e feito repetir, várias vezes, atos de amor a Deus e de contrição, a fim de dispô-lo a bem morrer, deixou-o para atender a outro doente, na casa vizinha.

Ao voltar, perguntou como estava o rapaz: "Morreu instantes após sua saída", responderam os pais, em lágrimas. Então, ficou muito alegre, por ter chegado a tempo, mas também temeroso, em razão do perigo em que estivera o jovem... Voltou todo compenetrado desses sentimentos, cismando: "Quantos outros meninos se encontram, todos os dias, na mesma situação, correndo o mesmo risco, por não haver ninguém que os instrua nas verdades da ". E então, o pensamento de fundar uma sociedade de Irmãos, destinados a prevenir tão sérias desgraças, ministrando às crianças a instrução cristã, perseguiu-o com tamanha insistência, que foi ter com João Maria Granjon e lhe comunicou todos os seus planos.

Vida, Edição do Centenário, pp. 56-57

18.1.7. Formou os jovens Irmãos em La Valla

O Padre Champagnat... desejava ardentemente que chegasse a hora de seus Irmãos poderem assumir uma escola. Entretanto, julgando-os ainda bastante despreparados, resolveu chamar um mestre de primeiras letras que, na sua opinião, era necessário para dupla finalidade: dar às crianças da paróquia a intrução primária, aperfeiçoar os Irmãos nos conhecimentosadquiridos e iniciá-los nos métodos de ensino...O professor viveu em comunidade com os Irmãos; na residência deles abriu a escola que logo se lotou de crianças. Os Irmãos ajudavam na instrução dos alunos. Observavam como ele fazia, imitavam-no e aprendiam seu método. No intervalo das aulas, recebiam orientações particulares sobre as diversas seções do ensino.

Vida, Edição do Bicentenário, pp. 68-69

19.1.8. Escolheram viver frugalmente

O Superior da Associação dos Irmãozinhos de Maria... tem a honra de expor a V. Exª o Seguinte: sendo a finalidade da Associação proporcionar aos municípios rurais o meio de ministrar, a baixo custo, os benefícios da instrução aos filhos de seus habitantes, reduziu ao mínimo o custo de cada Irmão professor. . .

Champagnat, ao Senhor Conde Antoine Nicolas de Salvandy,
Ministro da Instrução Pública, Carta 113

Os sacrifícios que houvemos por bem impor-nos para proporcionar de maneira menos dispendiosa o benefício da instrução à classe numerosa e tão prestimosa das populações rurais nos têm permitido viver , mas com parcimônia.

Champagnat, ao Senhor Antoine Nicolas de Salvandy,
Ministro da Instrução Pública,Carta 173

O montante... já é quantia bastante módica para cobrir os gastos necessários à manutenção de três Irmãos num município. Diminuí-la mais seria, a meu ver, já não digo subtrair-lhes o magro salário atribuído ao trabalho mais ingrato e mais penoso de um cidadão, mas seria até diminuir-lhes a comida, que já é pobre e nada rebuscada.

Champagnat, ao Senhor Alexandre Denis Delvaux de Peyné,
Prefeito de Bourg-Argental, Carta 8

20.1.9. Espírito Missionário

O Pe. Champagnat pediu ao Pe. Colin o favor de acompanhar os missionários para a Oceânia, a fim de consagrar à instrução e santificação dos infiéis seus derradeiros dias e as forças que lhe restavam. O Pe. Colin, sumamente edificado com seu zelo e dedicação, respondeu-lhe: "Você realizará maior bem aqui na França do que na Oceânia. Sua missão própria não é ir pessoalmente evangelizar os povos, mas preparar-lhes apóstolos zelosos e abnegados".

A obediência fez com que o bom Padre não insistisse. Sua humildade levou-o a pensar que não merecia tal favor. Mesmo resignando-se, não conseguia disfarçar o desejo.

(Nota: Com Dom Pompalier foram, em 24 de dezembro de 1836, os Padres Servant, Bataillon, Bret, Chanel e os Irmãos Marie-Nizier, Michel et Joseph-XavierChronologie Mariste)

Vida, Edição do Bicentenário, p. 192

21.1.11. Jovem empreendedor

Os pais gostavam deste espírito de ordem e poupança. Deram-lhe dois ou três cordeirinhos, permitindo-lhe vendê-los em seu proveito pessoal, quando crescidos. Criou-os, de fato, com muito carinho; negociou-os; comprou outros que também criou e revendeu, sempre com lucro. Assim, com esse pequeno comércio e a série de economias, em breve ajuntou a quantia de seiscentos francos. Era muito para um jovem de dezesseis anos! Se não se considerou rico, pelo menos acreditou que o seria no futuro. E planejou ampliar seu comércio. Um de seus manos se lhe associara. Combinaram fazer caixa comum e permanecer unidos toda a vida.

Vida, Edição do Bicentenário, p.7

22.1.12. Marcelino, construtor e restaurador

Os postulantes continuavam dormindo no celeiro. Querendo retirá-los de lá, o Pe. Champagnat trabalhou mais de oito dias no melhoramento do sótão da casa, para transformá-lo em dormitório. Com algumas tábuas rústicas montou pessoalmente as camas... Era evidente que a casa não podia comportar tanta gente. Urgia a construção de outra. Champagnat não teve dúvida em executá-la. Por falta de recursos, construiu-a pessoalmente, com a ajuda dos Irmãos. Nenhum operário estranho participou.

Vida, Edição do Bicentenário, p. 98

Se Deus nos abençoar, um dia viremos nos estabelecer aqui (LHermitage). Entretanto, antes de optar por este local, percorreu as regiões circunvizinhas em companhia de dois Irmãos de maior liderança, à procura de algo melhor...

"Esse doido do Champagnat, será que perdeu a cabeça ? Que é que pretende fazer? Onde arranjará dinheiro para custear essa obra?..." O Pe. Champagnat não ignorava o que pensavam e diziam dele publicamente; pouco o sensibilizavam, porém, os pareces dos homens e jamais tomou por norma de conduta os princípios da prudência humana. Assim, muito embora tivesse sobre os ombros o encargo de uma comunidade numerosa, uma dívida de quatro mil francos e nenhum dinheiro, unicamente com sua confiança em Deus, uma confiança sem limites, empreendeu sem temor a construção de uma casa muito vasta, com uma capela, e capaz de alojar cento e cinqüenta pessoas.

Vida, Edição do Bicentenário, pp. 116,118, 119

Estamos sempre consertando e construindo, e assim mesmo sempre apertados. Não deixamos em paz nem damos tréguas aos rochedos de lHermitage; cultivamos, plantamos vinhas, procuramos fertilizar o terreno todo.

Champagnat, ao Padre Jacques Fontbonne,
Missionário em Saint-Louis-USA,Carta 109

23.1.13. Por que fundou o Instituto

Elevado à dignidade sacerdotal em 1816, fui enviado a um município do cantão de Saint-Chamond (Loire). O que constatei com meus próprios olhos, nessa nova situação, com relação à educação dos jovens, me lembrou as dificuldades que, por falta de professores, eu mesmo experimentara na idade deles.

Champagnat, a Sua Majestade a Rainha Marie- Amélie, Carta 59

Uma boa educação é o meio mais seguro de obter bons elementos para a sociedade. Infelizmente, a maioria dos municípios rurais não tem essa vantagem: a insuficiência dos recursos municipais, a penúria dos habitantes não lhes permitem confiar a educação de seus filhos aos Irmãos das Escolas Cristãs, cujo mérito e capacidade são conhecidos de todo o mundo; daí a triste necessidade, ou de deixar que suas crianças estagnem numa ignorância funesta, ou (o que talvez seja mais pernicioso ainda) entregá-las a professores pouco capazes de formá-las na ciência e nas virtudes necessárias a bons cidadãos.

Para obviar esses inconvenientes, o senhor Champagnat, abaixo assinado, padre da diocese de Lião, vendo o zelo que o Rei e seu governo empregam em proporcionar a todas as classes da sociedade o grande benefício da instrução, propôs-se formar, perto da cidade de St. Chamond, uma associação de professores para o primário, sob o nome de IRMÃOZINHOS DE MARIA, e redigiu os estatutos seguintes, com o fim de obter uma autorização que possibilitasse aos membros dessa sociedade o meio de exercer sua importante e penosa função de maneira legal e por isso mais vantajosa.

Champagnat, a Sua Majestade, Louis-Philippe,
Rei da França, Carta 34

24.1.14. Marcelino ensinando às crianças

Freqüentemente reunia, no seu quarto, as crianças do lugarejo para ensinar-lhes o catecismo e as orações. Aos domingos, ajudava também os adultos, a quem fazia curta mas comovente instrução sobre os mistérios da e os deveres do cristão, a maneira de participarem com proveito da missa e dos ofícios litúrgicos.

Cf. Vida, Edição do Bicentenário, p. 42

25.1.15. Êxito de Marcelino como educador e pregador

Os catecismos do Pe. Champagnat, de atraentes, tornaram-se famosos na paróquia. Os adultos também quiseram tomar parte e, aos domingos, acorriam em grande número. Esses novos ouvintes obrigaram-no a alterar um pouco o estilo de suas instruções. Assim, depois de esclarecer o texto da lição do dia, mediante perguntas claras, simples e ao alcance das inteligências mais limitadas, tirava conclusões morais para a conduta e reflexões apropriadas para sensibilizar os corações e levá-los à prática da virtude. Fosse qual fosse o assunto da lição, sabia destacar o que convinha para cada classe social, estado e idade.

Vida, Edição do Bicentenário, p. 42

26.1.17. Inovações pedagógicas de Marcelino

Desnecessário é dizer-vos que, na elaboração e na redação desta obra, seguimos fielmente as instruções deixadas por nosso piedoso Fundador a respeito da educação da juventude. Procuramos, antes de tudo, imbuir-nos de seu espírito, revivê-lo e reproduzi-lo o mais fielmente possível, a fim de transmiti-lo e perpetuá-lo em nosso meio. Segundo nossa mais profunda convicção, nisso consistia o nosso primeiro dever e tarefa capitular.

Durante muitos anos, nosso bondoso Pai dedicava à nossa formação ao ensino os dois meses de férias que nos concedia; dedicava-os a preparar-nos para dar o catecismo e a inculcar-nos os princípios básicos da boa educação.

Aqueles que tiveram a dita de ouvi-lo hão de lembrar-se de que, nesse assunto, era meticuloso e detalhista, e deu-nos as lições em todos os ramos da educação da criança. O que não disse ele, por exemplo, a respeito da classe dos menores, que considerava a mais importante, e a respeito dos cuidados que os Irmãos incumbidos de tal classe devem ter para com as criancinhas que, por sua inocência, chamava-as de anjinhos? O que não disse ele sobre os meios a serem usados para dar-lhes a conhecer as primeiras verdades da religião, inspirar-lhes a piedade e a virtude, amenizar-lhes as dificuldades na aprendizagem da leitura? O espírito de Deus, de que estava repleto, e o grande amor pelas crianças revelaram-lhe as necessidades da idade infantil, os meios de satisfazê-las e os segredos para conquistar seus corações, orientá-las para o bem inspirar-lhes a piedade e formar-lhes as faculdades da alma. É esse talento natural, de que era dotado em tão alto grau, embora ignorasse possuí-lo, e esse zelo ardente pela santificação dos meninos, de que estava animado e procurava transmitir a seus Irmãos, em suas instruções diárias, que tentamos apresentar aqui.

Cinco temas desenvolvidos nesta obra são especificamente dele:

) O método de Leitura.

) Os métodos disciplinares ou as qualidades e o espírito de uma boa disciplina.

) O método de dar o catecismo e de conquistar os meninos para Deus, tal como explicamos na segunda parte desta obra.

) O ensino do canto.

) As regras relativas à formação dos jovens Irmãos, e que apresentamos nos dois últimos capítulos da segunda parte.

Carta do Irmão Francisco, Superior Geral, ao apresentar a primeira edição do Guia das Escolas,1853, pp. 149-151, Em História do II Capítulo Geral, CEM, Belo Horizonte

27.1.18. Cuidado para com os seus seguidores

Meu caríssimo Irmão Barthélemy.

Não tenha dúvida: eu considero a todos vocês como meus queridos filhos em Jesus e Maria, e vocês me chamam com o carinhoso nome de pai; por isso trago a todos bem no fundo de meu coração.

Fico muito sensibilizado pelos votos de felicidade que você formulou para mim; não me esquecerei deles. Recomendarei a Deus, em minhas orações, aquele que formulou para mim tão belos votos.

Tomo parte deveras em todos os aborrecimentos que lhe podem causar os contratempos sofridos por seus colaboradores. Tome muito cuidado com sua saúde, a fim de que esteja em boas condições para cumprir seus pesados encargos. Todos os Padres e Irmãos vão bem de saúde. Transmitirei a eles seus votos de Feliz Ano Novo.

Ânimo, meu caro amigo, veja como seu trabalho é precioso diante de Deus. Grandes santos e homens notáveis se ufanavam por estarem desempenhando uma tarefa tão preciosa aos olhos de Deus e de Maria. "Deixai vir a mim as criancinhas, pois a elas pertence o céu."

Você tem em mãos o Sangue precioso de Jesus Cristo. Depois de Deus é a você que seus numerosos meninos ficarão devendo a salvação. Toda a vida deles será o eco daquilo que você lhes tiver ensinado. Esforce-se; não poupe nada para formar à virtude seus corações juvenis. Faça ver a eles que nunca serão felizes sem a prática da virtude, sem a piedade, sem o temor de Deus; que não há paz para o ímpio, somente Deus pode dar-lhes a felicidade, que só para Ele foram criados. Quanto bem você pode fazer, meu amigo!

Seus pais estão de boa saúde. Seu irmão, que servia o exército, faleceu em Paris, de uma terrível dor de cabeça. Reze por ele. Os pêsames não lhe servirão para nada, ele só precisa de suas orações.

Teria ainda muito a lhe dizer, espero que breve lhe poderei contar tudo de viva voz.

Deixo vocês dois nos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. São lugares tão gostosos!

Tenho a honra de ser o pai afetuoso em Jesus e Maria.

Champagnat, Sup., N. D. de lErmitage, Carta 19

Meu caríssimo Irmão Barthélemy.

Prometo-lhe que, na próxima vez que for a Lião, irei visitá-lo. Coragem, meu caro amigo, basta que você, juntamente com seu colaborador, tenham a vontade de ministrar o ensino a bastantes meninos. Porém, se os não tivesse, sua recompensa seria a mesma. Não se perturbe por ter um reduzido número de alunos. Deus tem em sua mão os corações de todos os homens; há de lhe mandar muita gente, quando julgar bom. Basta que você, por infidelidade, não se oponha a seus desígnios.

Você se encontra onde Deus queria colocá-lo, pois está onde o mandaram seus superiores. Não duvido que Deus, através de uma abundância de graças, o recompensará.

Champagnat, Carta 24

28.1.19. O espírito de de Marcelino

O modo como o Pe. Champagnat praticava o exercício da presença de Deus consistia em crer, com viva e atual, na onipresença de Deus, plenificando o universo com sua infinitude, com as maravilhas de sua bondade, de sua misericórdia e de sua glória...

Tudo era motivo de se elevar até Deus e bendizê-lo. Conseqüentemente, em qualquer ocasião, sua alma se expandia em atos de amor e de ação de graças...

O sentimento da presença de Deus mantinha-lhe a alma em paz e tranqüilidade imperturbáveis. Era sua máxima: "nada devemos temer, quando estamos com Deus, e nada pode prejudicar a quem confia na Providência."

Vida, Edição do Bicentenário, pp. 297-298

29.1.20. Maria, nosso modelo e nossa Boa Mãe

A todas estas práticas instituídas na Congregação para honrar a Mãe do Senhor, o piedoso Fundador acrescenta mais duas coisas indispensáveis que, no seu entender, são o complemento das homenagens tributadas a Maria e o fruto da devoção para com ela. A primeira é a imitação de suas virtudes. Por isso, recomenda que os Irmãos assumam sobretudo o espírito de Maria e imitem-lhe a humildade, a modéstia, a pureza e o amor a Jesus Cristo. A vida pobre e oculta da divina Mãe e os exemplos sublimes que nos deu devem ser a norma de conduta dos Irmãos. Cada um deve esforçar-se de tal modo para assemelhar-se a ela, que tudo em sua ações e na sua pessoa relembre Maria, retrate o espírito e as virtudes de Maria. A segunda é que os Irmãos se considerem como particularmente obrigados a torná-la conhecida e amada, a propagar o seu culto e inspirar sua devoção às crianças.

Vida, Edição do Bicentenário, pp. 318-319

30.1.21. O Presépio, a Cruz e o Altar

Eu desejo que os Pequenos Irmãos de Maria sejam os assíduos de Jesus nascido, de Jesus morto e de Jesus imolado sobre o altar. Que sejam os assíduos de Jesus em todos os seus mistérios: sua vida, suas ações, seus sofrimentos; eis qual deve ser o grande e principal assunto de suas meditações...

Sabeis, queridos Irmãos, por que eu desejo que sejais os assíduos de Jesus no presépio, no calvário e no altar? Porque estes três lugares são as grandes fontes da graça e porque é de lá, sobretudo, que Jesus a derrama abundantemente sobre os eleitos...

Sim, Deus é amor sempre e em toda parte, mas o é particularmente no presépio, no calvário e no altar; quer dizer que é sobretudo nestes três lugares que ele abrasa de seu amor divino o coração dos santos; é nestes três lugares que nosso pobre coração pode compreender melhor e sentir o quanto ele nos ama...

Jesus veio trazer o fogo sobre a terra; ele o ateia de mil maneiras, mas estabeleceu três grandes lareiras onde vêm se abrasar os santos e todas as almas fervorosas... Ide às fontes do Salvador e saciai-vosabundantemente!

Avis, Leçons, Sentences, VI, 63-65

31.1.22. A compaixão de Marcelino pelos pobres

Um dia chamaram-no para um doente. Apressa-se em visitá-lo e encontra um infeliz coberto de chagas, na maior miséria, tendo apenas alguns trapos a cobrir-lhe a nudez e as úlceras. Profundamente movido de compaixão à vista de tantas dores e tanta miséria, dirige-lhe, primeiramente, palavras de conforto. Depois, corre para casa, chama o Irmão ecônomo e ordena-lhe que leve imediatamente colchão, lençóis e cobertores ao infeliz que acabava de visitar.

- Mas, Padre, não temos nenhum colchão sobrando.

- Como! Não encontra nenhum colchão na casa ?

- Não, nenhum. Deve lembrar-se que dei o último faz alguns dias.

- Pois bem! Retire o colchão da minha cama e leve-o agora mesmo ao pobre do homem.

Muitas vezes aconteceu-lhe despojar-se desta forma, para assistir os indigentes ou fornecer a seus Irmãos aquilo que lhes faltava.

Vida, Edição do Bicentenário, p. 476

32.1.23. Ver nota 1.17

33.1.24. Formação de Líderes

Durante os dois meses de férias, (Pe. Marcelino Champagnat) fazia muitas conferências aos Irmãos Diretores sobre o governo da casa, a administração dos bens materiais e a direção das aulas. Nessas conferências, discorria com riqueza de detalhes sobre as virtudes necessárias a um bom superior e os meios de as adquirir; as obrigações do professor e do diretor, e o modo de cumpri-las.

Nas conferências, o piedoso Fundador concedia a todos os Irmãos a liberdade de lhe apresentar seus problemas, submeter-lhe as dúvidas e tudo quanto os embaraçava nos pormenores de suas funções. Os Irmãos usavam amplamente essa liberdade, e cada um lhe trazia suas observações, lhe expunha seus sentimentos, seus escrúpulos a respeito de inumeráveis questões administrativas, direção das casas, ou o questionava sobre as opções mais conformes à Regra, ao espírito do Instituto, em tais ou tais circunstâncias, assim como a conduta a seguir numa infinidade de casos que o Diretor deve tratar e resolver.

Muitas vezes, admitia no seu conselho Irmãos de maior liderança, e quase nada resolvia sem antes consultá-los. Acreditava que iniciar os Irmãos nos assuntos do Instituto e consultá-los a respeito das normas que elaborava e do método de ensino a ser adotado seria um meio seguro de lhes formar o espírito, corrigir conceitos, desenvolver o discernimento, dar-lhes experiência, levá-los a julgar, a apreciar as coisas e tratá-las, depois, com inteligência e eficácia. Vez por outra, após ventilar em conselho os prós e contras de uma medida, encarregava um Irmão de executá-la ou complementá-la, deixando a seu critério o cuidado de fazer pelo melhor. Resolvida a questão, exigia prestação de contas de como fora realizada. Louvava e aprovava aquilo que julgava bom. Indicava as providências que deveriam ter sido tomadas para evitar dificuldades, vencer obstáculos, diminuir resistências, ou contentava-se em dizer que, por outro caminho, ele teria obtido melhor resultado.

Vida, Edição do Bicentenário, pp. 422-424

2. Irmãos e Leigos, juntos na Missão, na Igreja e no Mundo.

34.2.1. Marcelino Champagnat incentivava a quantos se interessavam pela educação cristã da juventude.

"Que nossa Boa Mãe abençoe todos os seus empreendimentos, abençoe sua pessoa e a conserve por longos anos à frente da boa obra que dirige."

Champagnat, ao Padre François Mazalier,
Superior dos Irmãos da Instrução Cristã, Carta 122

"Tendo o mesmo objetivo e trabalhando para o mesmo patrão, desejamos andar sempre unidos e agir no mesmo sentido."

Champagnat, ao Padre François Mazalier,
Superior dos Irmãos da Instrução Cristã, Carta 141

"Desejo, meus caros Irmãos, que essa caridade que vos deve unir todos juntos como membros do mesmo corpo se estenda também a todas as outras congregações. Ah! Eu vos peço, pela caridade sem limites de Jesus Cristo, não vos permitais nunca ter inveja de ninguém, sobretudo daqueles que o Bom Deus chama a trabalhar como vós, no estado religioso, na instrução da juventude. Sede os primeiros a vos alegrar por seus êxitos e a lastimar suas desgraças. Recomendai-os muitas vezes ao Bom Deus e a sua Divina Mãe; sem constrangimento; considerai-os melhores que vós. Não deis nunca atenção a conversas capazes de prejudicá-los. A glória de Deus e a honra de Maria sejam unicamente vosso objetivo e toda a vossa ambição."

Testamento Espiritual,
Vida, Edição do Bicentenário, pp. 223-224

35.2.4. Os educadores da criança

Os diversos educadores da criança são os pais, os sacerdotes e professores.

Os pais são os educadores naturais colocados pela Providência junto ao berço de cada criança. Eles possuem, com efeito, no mais alto grau, a afeição e a autoridade que são os dois fatores principais de toda a educação...

O sacerdote representa a Igreja que recebeu do divino Salvador a missão de educadora dos povos (Mt, 28,19-20)... Além de seu múnus de mestra, a Igreja tem o direito de controlar o ensino religioso e moral ministrado pela família e pela escola.

O professor, auxiliar e suplente dos pais e dos sacerdotes, ocupa, depois deles, o primeiro lugar na educação, pois sua influência se exerce metodicamente durante vários anos, justamente na época em que as crianças se deixam mais facilmente moldar por aqueles que com elas se relacionam.

Guide des Écoles (1932), pp. 194-195

 

36.2.6. A Igreja é Comunhão

A comunhão com Jesus, donde promana a comunhão dos cristãos entre si, é condição absolutamente indispensável para dar fruto: " Sem Mim não podeis fazer nada" (Jo 15, 5)... A comunhão e a missão estão profundamente ligadas entre si, compenetram-se e integram-se mutuamente, ao ponto de a comunhão representar a fonte e, simultaneamente, o fruto da missão: a comunhão é missionária e a missão é para a comunhão.

Christifideles Laici, 32

Mas, então, quem é que tem a missão de evangelizar? O II Concílio do Vaticano respondeu claramente a esta pergunta: "Por mandato divino, incumbe à Igreja o dever de ir por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda a criatura". E noutro texto o mesmo Concílio diz ainda: "Toda a Igreja é missionária, a obra da evangelização é um dever fundamental do Povo de Deus". Quando a Igreja anuncia o Reino de Deus e o edifica, insere-se a si própria no âmago do mundo, como sinal e instrumento desse Reino que já é e que já vem.

Evangelii Nuntiandi, 59

Toda a Igreja, portanto, é chamada para evangelizar; no seu grêmio, porém, existem diferentes tarefas evangelizadoras que hão de ser desempenhadas. Tal diversidade de serviços na unidade de mesma missão é que constitui a riqueza e a beleza da evangelização...

Evangelii Nuntiandi, 66

37.2.9. Todos os batizados são chamados para a missão

Os fiéis leigos, precisamente por serem membros da Igreja, têm por vocação e por missão anunciar o Evangelho: para essa obra foram habilitados e nela empenhados pelos sacramentos da iniciação cristã e pelos dons do Espírito Santo.

Christifideles Laici, 33

Escancarar a porta a Cristo, acolhê-lo no espaço da própria humanidade, não é, de modo algum, ameaça para o homem, mas, antes, é a única estrada a percorrer, se quisermos reconhecer o homem na sua verdade total e exaltá-lo nos seus valores.

A síntese vital que os fiéis leigos souberem fazer entre o Evangelho e os deveres quotidianos da vida será o testemunho mais maravilhoso e convincente de que não é o medo, mas a procura e a adesão a Cristo que são o fator determinante para que o homem viva e cresça, e para que se alcancem novas formas de viver mais conformes com a dignidade humana.

O homem é amado por Deus! Este é o mais simples e o mais comovente anúncio de que a Igreja é devedora ao homem. A palavra e a vida de cada cristão podem e devem fazer ecoar este anúncio: Deus ama-te, Cristo veio por ti, para ti Cristo é "Caminho, Verdade, Vida!" (Jo 14, 6)

Christifideles Laici, 34

O Vaticano II confirmou esta tradição, ilustrando o caráter missionário de todo o Povo de Deus, em particular o apostolado dos leigos, e sublinhando o contributo específico que eles são chamados a dar na atividade missionária. A necessidade de que todos os fiéis compartilhem tal responsabilidade não é apenas questão de eficácia apostólica, mas é um dever-direito, fundado sobre a dignidade batismal, pelo qual "os fiéis leigos participam, por sua vez, no tríplice ministério - sacerdotal, profético e real - de Jesus Cristo ".

Redemptoris Missio, 71

"Transformemos em verdadeiros parceiros todos os que desejam participar de nossa Espiritualidade e Missão. Corramos o risco de perder alguma forma de poder, para viver a audácia de uma franca colaboração com os leigos. Não porque somos poucos, mas por reconhecermos a vocação e a missão própria dos batizados."

XIX Capítulo Geral, Mensagem, 19

38.2.10. A Igreja e os membros de outras confissões religiosas

Em nossa época, quando o gênero humano dia a dia se une mais estreitamente e se ampliam as relações entre os diversos povos, a Igreja considera mais atentamente qual deve ser a atitude para com as religiões não-cristãs... Todos os povos, com efeito, constituem uma só comunidade, têm uma origem comum, uma vez que Deus fez todo o gênero humano habitar a face da terra.

A Igreja Católica nada rejeita do que há de verdadeiro e santo nestas religiões... Exorta, por isso, os seus filhos a que, com prudência e amor, através do diálogo e da colaboração com os seguidores de outras religiões, testemunhando sempre a e a vida cristãs, reconheçam, mantenham e desenvolvam os bens espirituais e morais como também os valores sócio-culturais que entre elas se encontram.

A Igreja, por conseguinte, reprova toda e qualquer discriminação ou vexame contra os homens por causa de raça ou cor, classe ou religião, como algo incompatível com o espírito de Cristo.

Nostra Aetate, 1, 2, 5

Em um nível ulterior, o diálogo das obras e da colaboração se traduz por objetivos de caráter unitário, social, econômico e político que visam à libertação e promoção do homem... Cristãos e seguidores de outras religiões afrontam conjuntamente os problemas do mundo.

Secretariado para os não cristãos, Diálogo e Missão, 31

Os fiéis leigos, com o exemplo da sua vida e com a própria ação, podem favorecer o melhoramento das relações entre os adeptos das diferentes religiões...

Christifideles Laici, 35

39.2.12. Os Carismas

O Espírito Santo, ao confiar à Igreja-comunhão os diversos ministérios, enriquece-a com outros dons e impulsos especiais, chamados carismas... Os carismas, sejam extraordinários ou simples e humildes, são graças do Espírito Santo que têm, direta ou indiretamente, uma utilidade eclesial, ordenados como são à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo... São dados ao indivíduo, mas também podem ser partilhados por outros e de tal modo perseveram no tempo como uma herança preciosa e viva, que gera uma afinidade espiritual entre as pessoas.

Christifideles Laici, 24

40.2.13. O carisma do Fundador

Guiado pelo Espírito, Marcelino Champagnat foi cativado pelo amor de Jesus e Maria para com ele e para com os outros. Tal vivência, como também sua abertura aos acontecimentos e às pessoas, está na origem de sua espiritualidade e de seu zelo apostólico. Ela o torna sensível às necessidades de seu tempo, especialmente à ignorância religiosa e às situações de pobreza da juventude.

Sua e o desejo de cumprir a vontade de Deus revelam-lhe sua missão: "Tornar Jesus Cristo conhecido e amado". Dizia muitas vezes: "Não posso ver uma criança, sem sentir o desejo de ensinar-lhe o catecismo, sem desejar fazer-lhe compreender quanto Jesus Cristo a ama".

Neste espírito, fundou nosso Instituto para a educação cristã dos jovens, particularmente os mais necessitados.

Constituições, 2

41.2.14. Expressar o Carisma em diversas situações e culturas

A atualidade do carisma de Marcelino Champagnat provoca nosso compromisso, pessoal e comunitário, para encarná-lo nas várias situações e culturas. Todos somos responsáveis por essa tarefa.

Constituições, 165

42.2.15. Tempo para uma nova relação entre Religiosos e Leigos

Um dos frutos da doutrina da Igreja como comunhão, nestes anos, foi a tomada de consciência de que os seus vários membros podem e devem unir as forças, numa atitude de colaboração e permuta de dons, para participar mais eficazmente na missão eclesial... Hoje, alguns Institutos, freqüentemente por imposição das novas situações, chegaram à convicção de que o seu carisma pode ser partilhado com os leigos. E, assim, estes são convidados a participar mais intensamente da espiritualidade e missão do próprio Instituto. Pode-se dizer que se iniciou um novo capítulo, rico de esperanças, na história das relações entre as pessoas consagradas e o laicado.

Vita Consecrata, 54

43.2.16. A vocação específica do Leigo

Os leigos, a quem a sua vocação específica coloca no meio do mundo e à frente de tarefas as mais variadas na ordem temporal, devem, também, eles, através disso mesmo, atuar de uma forma singular na evangelização.

A sua primeira e imediata tarefa é pôr em prática todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e operantes, nas coisas do mundo. O campo próprio da sua atividade evangelizadora é o mesmo mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos "mass media" e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização, como a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento.

Evangelii Nuntiandi, 70

Os fiéis leigos são chamados por Deus para que, aí, exercendo o seu próprio ofício, inspirados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo, a partir de dentro, como o fermento... Todos, na Igreja, precisamente, porque são seus membros, recebem e, por conseguinte, partilham a comum vocação à santidade. A título pleno, sem diferença alguma dos outros membros da Igreja, a essa vocação são chamados os fiéis leigos...