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| Ioannes Paulus PP. II Ecclesia in America IntraText CT - Texto |
28. A conversão neste mundo é uma meta nunca plenamente alcançada: no caminho que o discípulo é chamado a percorrer seguindo as pegadas de Cristo, aquela é um compromisso de toda a vida. Por outro lado, enquanto vivemos neste mundo, nosso propósito de conversão está sempre sujeito às tentações. Visto que « ninguém pode servir a dois senhores » (Mt 6, 24), a mudança de mentalidade (metanoia) consiste no esforço de assimilar os valores evangélicos, que contrastam com as tendências dominantes no mundo. Portanto, é necessário renovar constantemente « o encontro com Jesus Cristo vivo », caminho este que, como foi posto em evidência pelos Padres Sinodais, « nos conduz à conversão permanente ». (75)
A chamada universal à conversão ganha perfis particulares para a Igreja que está na América, também ela comprometida na renovação da própria fé. Foi assim que os Padres Sinodais formularam este compromisso concreto e exigente: « Esta conversão exige, especialmente de nós, Bispos, uma autêntica identificação com o estilo pessoal de Jesus Cristo, que nos leva à simplicidade, à pobreza, a fazer-nos encontradiços, à renúncia as vantagens, para que, como Ele, sem depositarmos nossa confiança nos meios humanos, retiremos da força do Espírito e da Palavra toda a eficácia do Evangelho, permanecendo abertos primariamente aos mais abandonados e excluídos ». (76) Para ser Pastores segundo o coração de Deus (cf. Jer 3, 15), é indispensável assumir o modo de viver que se pareça com Aquele que disse de Si próprio: « Eu sou o bom pastor » (Jo 10, 11), e que S. Paulo põe em evidência quando escreve: « Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo » (1 Cor 11, 1).