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| Ioannes Paulus PP. II Vita Consecrata IntraText CT - Texto |
A primeira evangelização: anunciar Cristo aos povos
77. Quem ama a Deus, Pai de todos, não pode deixar de amar os seus semelhantes, nos quais reconhece igualmente seus irmãos e irmãs. Por isso mesmo, não pode ficar indiferente face à constatação de que muitos deles não conhecem a plena manifestação do amor de Deus em Cristo. Daqui nasce, por obediência ao mandato de Cristo, o ardor missionário ad gentes , que todo o cristão consciente partilha com a Igreja, missionária por natureza. É um ardor sentido sobretudo pelos membros dos Institutos, tanto de vida contemplativa como activa.De facto, as pessoas consagradas têm o dever de tornar presente, mesmo entre os não cristãos,Jesus Cristo casto, pobre, obediente, orante e missionário.Permanecendo dinamicamente fiéis ao próprio carisma, elas, por força da sua consagração mais íntima a Deus,não podem deixar de se sentirem comprometidas numa especial colaboração com a actividade missionária da Igreja. Aquele desejo tantas vezes manifestado por Teresa de Lisieux: « amar-Te e fazer-Te amar »; o ardente anseio de S. Francisco Xavier de que « muitos daqueles que estudam as ciências, se meditassem nas contas que Deus nosso Senhor lhes há-de pedir delas e do talento que lhes deu, decidir-se-iam a procurar meios e Exercícios espirituais para conhecer e ouvir dentro da própria alma a vontade divina, e, conformando-se mais com ela do que com as próprias inclinações, diriam: “Senhor, eis-me aqui; que quereis que eu faça? Mandai-me onde quiserdes” »,e outros testemunhos semelhantes de inumeráveis almas santas manifestam a irreprimível tensão missionária que determina e qualifica a vida consagrada.