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| Ioannes Paulus PP. II Ecclesia in Africa IntraText CT - Texto |
75. Em todos os sectores da vida eclesial, tem capital importância a formação. De facto, ninguém poderá conhecer realmente as verdades de fé que nunca teve oportunidade de aprender, nem será capaz de realizar actos para os quais nunca foi iniciado. Eis porque « a comunidade inteira precisa de ser preparada, motivada e reforçada em vista da evangelização, cada qual segundo a sua função específica no seio da Igreja ».141 Isto aplica-se aos Bispos, aos presbíteros, aos membros dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, aos membros dos Institutos Seculares, e a todos os fiéis leigos.
A formação missionária não pode deixar de ocupar um lugar privilegiado. Ela é « obra da Igreja local, com a ajuda dos missionários e dos seus Institutos, bem como dos cristãos das jovens Igrejas. Este trabalho não deve ser visto como marginal, mas sim central na vida cristã ».142
O programa de formação há-de incluir, de modo particular, a preparação dos leigos para desempenharem plenamente o seu papel de animação cristã da ordem temporal (política, cultural, económica, social), que é empenho característico da vocação secular do laicado. A tal propósito, não se há-de deixar de encorajar leigos competentes e motivados a empenharem-se na acção política,143 onde poderão, através de um digno exercício dos cargos públicos, « atender ao bem comum e, ao mesmo tempo, abrir caminho ao Evangelho ».144