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Ioannes Paulus PP. II
Novo Millennio

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23. « É o teu rosto, Senhor, que eu procuro » (Sal 2726,8). Este antigo anseio do Salmista não podia ter recebido resposta melhor e mais surpreendente que a contemplação do rosto de Cristo. N'Ele, Deus nos abençoou verdadeiramente, fazendo « resplandecer sobre nós a luz do seu rosto » (Sal 6766,2). Sendo ao mesmo tempo Deus e homem, Ele revela-nos também o rosto autêntico do homem, « revela o homem a si mesmo ».11

Jesus é o « homem novo » (cf. Ef 4,24; Col 3,10), que convida a humanidade redimida a participar da sua vida divina. No mistério da encarnação encontram-se as bases para uma antropologia capaz de ultrapassar os seus próprios limites e contradições, caminhando para o próprio Deus, antes, para a meta da « divinização », pela inserção em Cristo do homem resgatado, admitido à intimidade da vida trinitária. Os Santos Padres insistiram muito sobre esta dimensão soteriológica do mistério da encarnação: só porque Se fez verdadeiramente homem o Filho de Deus, é que o homem pode, n'Ele e por Ele, tornar-se realmente filho de Deus. 12




11) Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes, 22.



12) A este respeito observa S. Atanásio que « o homem não podia ser divinizado, se estivesse unido a uma criatura, ou seja, se o Filho não fosse verdadeiro Deus »: Discurso II contra os Arianos, 70: PG 26, 425B-426G.






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