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| Ioannes Paulus PP. II Pastores Dabo Vobis IntraText CT - Texto |
75. A formação permanente destina-se a fazer crescer no sacerdote a consciência da sua participação na missão salvífica da Igreja. Na Igreja "missão", a formação permanente dele entra não só como sua condição necessária, mas também como meio indispensável para manter constantemente vivo o sentido da missão e para lhe garantir uma realização fiel e generosa. Com tal formação, o presbítero é ajudado a tomar plena consciência, por um lado, da gravidade, mas também da graça esplêndida de uma obrigação que não pode deixá-lo tranquilo - como Paulo, deve poder afirmar: "Para mim, evangelizar não é um título de glória, mas um dever. Ai de mim se não prego o Evangelho!" (1 Cor 9,16) -e, por outro lado, de um pedido insistente, explícito ou implícito, dos homens,aos quais Deus incansavelmente chama à salvação.
Só uma adequada formação permanente consegue manter o sacerdote naquilo que é essencial e decisivo para o seu ministério, ou seja, na fidelidade, como escreve o apóstolo Paulo: "Ora, o que se requer dos administradores (dos mistérios de Deus) é que sejam fiéis" (1 Cor 4, 2). O padre deve ser fiel, não obstante as mais diversas dificuldades encontradas, nas condições mais incómodas ou de compreensível cansaço, com todas as energias de que dispõe, e até ao fim da vida. O testemunho de Paulo deve servir de exemplo e de estímulo para cada sacerdote. "Da nossa parte - escreve aos cristãos de Corinto - não damos em nada qualquer motivo de escândalo para que o nosso ministério não seja censurado. Em todas as coisas, procuramos acreditar-nos como ministros de Deus, com muita paciência nas tribulações, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nos cárceres, nas sedições, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns; pela castidade, pela ciência, pela paciência, pela bondade, pelo Espírito Santo, por uma caridade não fingida, pela palavra da verdade, pelo poder de Deus; com as armas da justiça, as da mão direita e as da esquerda; na honra e na desonra, na boa e na má fama; considerados como impostores, ainda que sinceros; como desconhecidos, ainda que bem conhecidos; como agonizantes, embora estejamos com vida; como condenados, ainda que livres da morte; considerados tristes, mas sempre alegres; pobres, ainda que tenhamos enriquecido a muitos; como nada tendo, mas possuindo tudo" (2 Cor 6, 3-10).