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Ioannes Paulus PP. II
Pastores Dabo Vobis

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A relação fundamental com Cristo Cabeça e Pastor

13. Jesus Cristo revelou em Si mesmo a face perfeita e definitiva do sacerdócio da nova aliança [26]: fê-lo em toda a sua vida terrena mas sobretudo no evento central da sua paixão, morte e ressurreição.

Como escreve o autor da Carta aos Hebreus, Jesus, sendo homem como nós e ao mesmo tempo o Filho unigénito de Deus, é, no seu próprio ser, o mediador perfeito entre o Pai e a humanidade (cf. Heb 8, 9), Aquele que abre o acesso imediato a Deus, graças ao dom do Espírito: "Deus enviou aos nossos corações o Espírito de Seu Filho que clama: Abba, ó Pai!" (Gal 4, 6; cf. Rom 8, 15).

Jesus leva à plena actuação o seu ser mediador através da oferta de Si mesmo na cruz, pela qual nos abre, de uma vez por todas, o acesso ao santuário celeste, à casa do Pai (cf. Heb 9, 24-28). De fronte a Jesus, Moisés e todos os "mediadores" do Antigo Testamento entre Deus e o seu povo - os reis, os sacerdotes e os profetas - aparecem apenas como "figuras" e "sombras dos bens futuros" e não como "a própria realidade" ( cf. Heb 10, 1).

Jesus é o Bom Pastor pré-anunciado (cf. Ez 34), Aquele que conhece as suas ovelhas uma a uma, que a sua vida por elas e que a todos quer reunir num só rebanho sob um único pastor (cf. Jo 10, 11-16). É o pastor que veio "não para ser servido mas para servir" (Mt 20, 28), que, na acção pascal do lava-pés (Jo 13, 1-20), deixa aos seus o modelo de serviço que deverão realizar uns aos outros, e que livremente se oferece como "cordeiro inocente" imolado para a nossa redenção (cf. Jo 1, 36; Ap 5, 6.12).

Com o único e definitivo sacrifício da cruz, Jesus comunica a todos os seus discípulos a dignidade e a missão de sacerdotes da nova e eterna Aliança. Cumpre-se assim a promessa que Deus fizera a Israel: "Sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" (Ex 19, 6). É todo o povo da nova Aliança - escreve S. Pedro - a ser constituído como "um edifício espiritual", um "sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por meio de Jesus Cristo" (1 Ped 2, 5). Os baptizados são as "pedras vivas", que constroem o edifício espiritual, unindo-se a Cristo "pedra viva (...) escolhida e preciosa diante de Deus" (1 Ped 2, 4-5). O novo povo sacerdotal, que é a Igreja, não só tem em Cristo a sua própria e autêntica imagem, mas d'Ele recebe também uma participação real e ontológica do seu eterno e único sacerdócio, ao qual o mesmo povo se deve conformar em toda a sua vida.




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