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Ioannes Paulus PP. II
Pastores Dabo Vobis

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17. O ministério ordenado, em virtude da sua própria natureza, pode ser exercido somente na medida em que o presbítero estiver unido a Cristo mediante a inserção sacramental na ordem presbiteral e, conseguinte, enquanto se encontrar em comunhão hierárquica com o próprio Bispo. O ministério ordenado tem uma radical "forma comunitária" e pode apenas ser assumido como "obra colectiva" [30]. Sobre esta natureza de comunhão do sacerdócio se deteve longamente o Concílio [31], examinando distintamente a relação do presbítero com o seu Bispo, com os demais presbíteros e com os próprios leigos.

O ministério do presbítero é, antes de mais, comunhão e colaboração responsável e necessária no ministério do Bispo, na solicitude pela Igreja universal e por cada Igreja particular para cujo serviço eles constituem, juntamente com o Bispo, um único presbitério.

Cada sacerdote, seja diocesano ou religioso, está unido aos outros membros deste presbitério, na base do sacramento da Ordem, por particulares vínculos de caridade apostólica, de ministério e de fraternidade. De facto, todos os presbíteros, quer diocesanos quer religiosos, participam do único sacerdócio de Cristo Cabeça e Pastor, trabalham para a mesma causa, isto é, "a edificação do Corpo de Cristo, que, especialmente em nossos dias, requer múltiplas actividades e novas adaptações" [32], e se enriquece, no decurso dos séculos, de carismas sempre novos.

Finalmente os presbíteros, dado que a sua figura e o seu papel na Igreja não substitui, mas antes promovem o sacerdócio baptismal de todo o Povo de Deus, conduzindo-o à sua plena actuação eclesial, encontram-se numa relação positiva e promotora com os leigos. Eles estão ao serviço da , esperança e caridade destes. Reconhecem e sustentam a sua dignidade de filhos de Deus como amigos e irmãos, ajudando-os a exercitar em plenitude o seu papel específico no âmbito da missão da Igreja [33].

O sacerdócio ministerial conferido pelo sacramento da Ordem e o comum ou "real" dos fiéis, que diferem entre si essencialmente e não apenas em grau [34], estão coordenados entre si, ambos derivando - em forma diversa - do único sacerdócio de Cristo. O sacerdócio ministerial, de facto, não significa, de per si, um maior grau de santidade relativamente ao sacerdócio comum dos fiéis; mas, através dele, é outorgado aos presbíteros, por Cristo no Espírito, um dom particular para que possam ajudar o Povo de Deus a exercitar com fidelidade e plenitude o sacerdócio comum que lhes é conferido [35].




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