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Ioannes Paulus PP. II
Pastores Dabo Vobis

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A comunidade educativa do Seminário

66. A comunidade educativa do Seminário articula-se à volta de diversos formadores: o reitor, o director ou padre espiritual, os superiores e os professores. Estes devem sentir-se profundamente unidos ao Bispo, que, a título diferente e de vários modos, representam, e devem viver entre si em convicta e cordial comunhão e colaboração: esta unidade dos educadores não só torna possível uma adequada realização do programa educativo, mas sobretudo oferece aos candidatos ao sacerdócio o exemplo significativo e a concreta introdução naquela comunhão eclesial que constitui um valor fundamental da vida cristã e do ministério pastoral.

É evidente que uma grande parte da eficácia formativa depende da personalidade madura e forte dos formadores,tanto sob o aspecto humano como evangélico. Por isso se torna particularmente importante, por um lado, a escolha cuidadosa dos formadores, e por outro, o estímulo destes para que constantemente procurem ser mais idóneos para o encargo que lhes foi confiado. Conscientes de que, precisamente na escolha e na formação dos formadores, reside o futuro da preparação dos candidatos ao sacerdócio, os Padres sinodais detiveram-se longamente a precisar a identidade dos educadores. Concretamente escreveram: "A tarefa da formação dos candidatos ao sacerdócio certamente exige não só uma preparação especial dos formadores, que seja verdadeiramente técnica, pedagógica, espiritual, humana e teológica, mas também o espírito de comunhão e de colaboração na unidade para desenvolver o programa, de modo que seja salvaguardada a unidade na acção pastoral do Seminário sob a orientação do reitor. O grupo dos formadores dê testemunho de uma vida verdadeiramente evangélica e de total dedicação ao Senhor. É oportuno que goze de uma certa estabilidade e tenha residência habitual no seio da comunidade do Seminário. Esteja intimamente unida ao Bispo, como primeiro responsável da formação dos sacerdotes" [203].

Os Bispos devem ser os primeiros a sentir a sua grave responsabilidade na formação daqueles que serão encarregados da educação dos futuros presbíteros. Para este ministério, devem ser escolhidos sacerdotes de vida exemplar e na posse de diversas qualidades: "maturidade humana e espiritual, experiência pastoral, competência profissional, estabilidade na própria vocação, capacidade de colaboração, preparação doutrinal nas ciências humanas (especialmente em psicologia) adequada ao cargo e o conhecimento dos modos de trabalhar em grupo" [204].

Ressalvadas as distinções entre o foro interno e o externo, a oportuna liberdade de escolha dos confessores e a prudência e discrição convenientes ao ministério do director espiritual, a comunidade presbiteral dos educadores sinta-se solidária na responsabilidade de educar os candidatos ao sacerdócio. A ela, e sempre tendo como ponto de referência a autorizada avaliação conjunta do Bispo e do reitor, compete em primeiro lugar a tarefa de promover e verificar a idoneidade dos candidatos quanto a dotes humanos, espirituais e intelectuais, tendo como pontos fundamentais de referência o espírito de oração, a assimilação profunda da doutrina da fé, a capacidade para a autêntica fraternidade e o carisma do celibato [205].

Tendo presentes - como aliás os Padres sinodais recordaram - as indicações da Exortação Christifideles laici, e da Carta Apostólica Mulieris dignitatem, [206] que põem em relevo um saudável influxo da espiritualidade laical e do carisma da feminilidade em todo e qualquer itinerário educativo, é oportuno incluir, de forma prudente e adaptada aos vários contextos culturais, a colaboração de leigos, homens e mulheres, no trabalho formativo dos futuros sacerdotes. Devem ser escolhidos com cuidado, no quadro das leis da Igreja e segundo as suas comprovadas competências. Da sua colaboração, oportunamente coordenada e integrada nas responsabilidades educativas primárias dos formadores dos futuros presbíteros, é lícito esperar-se benéficos frutos para o crescimento equilibrado do sentido de Igreja e para uma percepção mais clara da própria identidade sacerdotal por parte dos candidatos ao presbiterado [207].




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