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Ioannes Paulus PP. II
Pastores Dabo Vobis

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14. Para o serviço deste sacerdócio universal da Nova Aliança, Jesus chama a Si, no decurso da sua missão terrena, alguns discípulos (cf. Lc 10, 1-12) e, com um mandato específico e autorizado, chama e constitui os Doze, para que "estivessem com Ele, e para os enviar a pregar, e para que tivessem o poder de expulsar os demónios" (Mc 3, 14-15).

Por isso, já durante o seu ministério público (cf. Mt 16, 18) e depois em plenitude após a morte e ressurreição (cf. Mt 28, 16-20; Jo 20; 21), Jesus confere a Pedro e aos Doze poderes particulares relativamente à futura comunidade e à evangelização de todos os povos. Depois de os ter chamado a segui-Lo, tem-nos a seu lado e vive com eles, proporcionando-lhes com o exemplo e com a palavra a sua doutrina de salvação e, por fim, envia-os a todos os homens. Para levar a cabo esta missão, Cristo confere aos Apóstolos, em virtude de uma específica efusão pascal do Espírito Santo, a mesma autoridade messiânica que lhe vem do Pai e lhe é conferida em plenitude na ressurreição: "Foi-me dado todo o poder no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai todas as nações baptizando-as em nome do Pai,do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar tudo o que vos mandei. E eis que estou convosco todos os dias até ao fim do mundo" (Mt 28, 18-20).

O Senhor estabelece assim uma estreita conexão entre o ministério confiado aos Apóstolos e a sua própria missão: "quem vos acolhe acolhe-me a Mim, e quem me acolhe acolhe Aquele que Me enviou" (Mt 10, 40); "quem vos ouve a Mim ouve, e quem vos despreza a Mim despreza. E quem Me depreza, despreza Aquele que Me enviou" (Lc 10, 16). Mais ainda, o quarto evangelho, à luz do acontecimento pascal da morte e ressurreição, afirma com grande força e clareza: "como o Pai Me enviou, assim Eu vos envio" (Jo 20, 21; cf. 13, 20; 17, 18). Como Jesus tem uma missão que Lhe vem directamente de Deus e que concretiza a própria autoridade de Deus (cf. Mt 7, 29; 21, 23; Mc 1, 27; 11, 28; Lc 20, 2; 24, 19), assim também os apóstolos têm uma missão que lhes vem de Jesus. E como "o Filho nada pode fazer por Si mesmo" (Jo 5, 19), pois a doutrina que prega não é d'Ele mas d'Aquele que O enviou (cf. Jo 7, 16), assim também Cristo diz aos apóstolos: "sem Mim nada podereis fazer" (Jo 15, 5): a sua missão não é deles, mas é a própria missão de Jesus. E isto é possível não a partir de forças humanas, mas só com o dom de Cristo e do Seu Espírito mediante o "sacramento": "Recebei o Espírito Santo; a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23). Assim, não por qualquer mérito particular deles, mas apenas pela participação da graça de Cristo, os apóstolos prolongam na história até à consumação dos tempos, a mesma missão de salvação de Jesus em favor dos homens.

Sinal e pressuposto da autenticidade e da fecundidade desta missão é a unidade dos apóstolos com Jesus e, n'Ele, entre si mesmos e o Pai, tal como testemunha a Oração sacerdotal do Senhor, síntese da sua missão (cf. Jo 17, 20-23).




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