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| Ioannes Paulus PP. II Familiaris Consortio IntraText CT - Texto |
Descobrir em cada irmão a imagem de Deus
64. Animada e sustentada pelo mandamento novo do amor, a família cristã vive a acolhida, o respeito, o serviço para com a homem, considerado sempre na sua dignidade de pessoa e de filho de Deus.
Isto deve acontecer, antes de tudo, no e para o casal e para a família, mediante o empenho quotidiano de promover uma autêntica comunidade de pessoas, fundada e alimentada por uma íntima comunhão de amor. Deve além disso ampliar-se para o círculo mais universal da comunidade eclesial, dentro da qual a família cristã está inserida: graças à caridade da família, a Igreja pode e deve assumir uma dimensão mais doméstica, isto é, mais familiar, adoptando um estilo de relações mais humano e fraterno.
A caridade ultrapassa os próprios irmãos na fé, porque «todo o homem é meu irmão»; em cáda um, sobretudo se pobre, fraco, sofredor e injustamente tratado, a caridade sabe descobrir o rosto de Cristo e um irmão a amar e a servir.
Para que o serviço ao homem seja vivido pela família segundo o estilo evangélico será necessário pôr em prática com urgência o que escreve o Concílio Vaticano II: «Para que este exercício da caridade seja e apareça acima de toda a suspeita, considere-se no próximo a imagem de Deus, para o qual foi criado, veja-se nele Cristo, a quem realmente se oferece tudo o que ao indigente se dá»
A famílía cristã,
enquanto edifica a Igreja pela caridade, põe-se ao serviço do
homem e do mundo, actuando verdadeiramente a «promoção humana»,
cujo conteúdo se encontra sintetizado na Mensagem do Sínodo
à família: «É vossa tarefa formar os homens para o amor e
educá-los a agir com amor em todas as relações humanas, de
modo que o amor fique aberto à comunidade inteira, permeado do sentido
de justiça e de respeito para com os demais, cônscio da
própria responsabilidade para com a mesma sociedade».