|
Método
indutivo e dedutivo
(65)
150. A comunicação da
fé na catequese é um evento de graça, realizado pelo
encontro da Palavra de Deus com a experiência da pessoa, se exprime
através de sinais sensíveis e, finalmente, abre ao
mistério. Pode realizar-se por vias diversas, nem sempre completamente
conhecidas por nós.
De acordo com a
história da catequese, hoje se fala comumente de via indutiva e
dedutiva. O método indutivo consiste na apresentação de
fatos (eventos bíblicos, atos litúrgicos, eventos da vida da
Igreja e da vida cotidiana...) com o objetivo de discernir o significado que
eles podem ter na revelação divina. É uma via que oferece
grandes vantagens, porque é conforme à economia da
revelação; corresponde a uma profunda instância do
espírito humano, de chegar ao conhecimento das coisas
inteligíveis através das coisas visíveis; e é,
também, conforme às características do conhecimento da
fé, que é conhecimento através dos sinais.
O método
indutivo não exclui, antes pelo contrário, exige o método
dedutivo, que explica e descreve os fatos, a partir de suas causas. Mas a
síntese dedutiva terá pleno valor somente quando tiver sido
realizado o processo indutivo. (66)
151. Outro é o sentido a ser
dado, quando nos referimos aos percursos operativos: um é chamado
também « kerigmático » (ou descendente), quando parte do
anúncio da mensagem, expressa nos principais documentos da fé
(Bíblia, liturgia, doutrina...), e a aplica à vida; o outro,
chamado « existencial » (ou ascendente), quando se move a partir de
problemas e situações humanas e os ilumina com a luz da Palavra
de Deus. De per si, são processos legítimos, se forem respeitadas
todas as regras do jogo, o mistério da graça e o dado humano, a
compreensão da fé e o processo de racionalidade.
|