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A
memorização na catequese
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154. A catequese faz parte daquela «
Memória » da Igreja, que mantém viva entre nós a
presença do Senhor. (70) O exercício da memória
constitui, portanto, um aspecto constitutivo da pedagogia da fé, desde
os primórdios do cristianismo. Para superar os riscos de uma
memorização mecânica, a aprendizagem mnemônica deve
inserir-se harmoniosamente entre as diversas funções de
aprendizagem, tais como a reação espontânea e a
reflexão, o momento do diálogo e do silêncio, a
relação oral e o trabalho escrito.(71)
Em particular,
como objeto de memorização, devem ser oportunamente consideradas
as principais fórmulas da fé, porque asseguram uma mais precisa
exposição da mesma e garantem um precioso patrimônio comum
doutrinal, cultural e lingüístico. O domínio seguro da linguagem
da fé é condição indispensável para viver
essa mesma fé.
É
preciso, porém, que tais fórmulas sejam propostas como
síntese, após um prévio caminho de
explicação, que sejam fiéis à mensagem
cristã. Aqui se situam algumas fórmulas maiores e textos da
Bíblia, do dogma, da liturgia, as orações bem conhecidas
pela tradição cristã (Símbolo Apostólico,
Pai Nosso, Ave Maria...).(72)
« As flores da
fé e da piedade, se assim se pode dizer, não nascem nas zonas
desertas de uma catequese sem memória. O essencial é que estes
textos memorizados sejam, ao mesmo tempo, interiorizados, e compreendidos pouco
a pouco na sua profundidade, para se tornarem fonte de vida cristã
pessoal e comunitária ». (73)
155. Ainda mais profundamente, a aprendizagem
das fórmulas da fé e a sua profissão crente devem ser
compreendidas no curso do tradicional e profícuo exercício da «
traditio » e «redditio », pelo qual à entrega da fé na
catequese (traditio) corresponde a resposta do destinatário da
catequese, ao longo do caminho catequético e, depois, na vida (redditio).
(74)
Este processo
favorece uma melhor participação na verdade recebida. É
correta e madura aquela resposta pessoal que respeita plenamente o sentido
genuíno do dado de fé, e mostra compreender a linguagem usada
para expressá-lo (bíblica, litúrgica, doutrinal...).
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