|
Papel do
catequista
(75)
156. Nenhuma metodologia, por quanto possa
ser experimentada, dispensa a pessoa do catequista em cada uma das fases do
processo de catequese.
O carisma que
lhe é dado pelo Espírito, uma sólida espiritualidade e um
transparente testemunho de vida constituem a alma de todo método, e
somente as próprias qualidades humanas e cristãs garantem o bom
uso dos textos e de outros instrumentos de trabalho.
O catequista
é, intrinsecamente, um mediador que facilita a comunicação
entre as pessoas e o mistério de Deus, e dos sujeitos entre si e com a
comunidade. Por isso, deve empenhar-se a fim de que a sua visão
cultural, condição social e estilo de vida não representem
um obstáculo ao caminho da fé, criando sobretudo as
condições mais apropriadas para que a mensagem cristã seja
buscada, acolhida e aprofundada.
O catequista
não esquece que a adesão crente das pessoas é fruto da
graça e da liberdade e, portanto, faz com que sua atividade seja sempre
amparada pela fé no Espírito Santo e pela oração.
Enfim, de
substancial importância é a relação pessoal do catequista
com o destinatário da catequese. Tal relação se nutre de
paixão educativa, de engenhosa criatividade, de adaptação
e, ao mesmo tempo, de máximo respeito pela liberdade e amadurecimento da
pessoa.
Em razão
do seu sábio acompanhamento, o catequista realiza um dos mais preciosos
serviços da ação catequética: ajuda os
destinatários da catequese a distinguirem a vocação para a
qual Deus os chama.
|