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A
comunicação social
(81)
160. « O primeiro areópago dos
tempos modernos é o mundo das comunicações que está
unificando a humanidade... Os meios de comunicação social
alcançaram tamanha importância que são para muitos o
principal instrumento de informação e formação, de
guia e inspiração dos comportamentos individuais, familiares e
sociais ». (82) Por isso, além dos numerosos meios tradicionais
em uso, « a utilização dos meios de comunicação
social tornou-se essencial à evangelização e à
catequese ».(83) De fato, « a Igreja viria a sentir-se culpável
diante do seu Senhor, se ela não lançasse mão destes meios
potentes que a inteligência humana torna cada dia mais
aperfeiçoados. (...) Neles ela encontra uma versão moderna e
eficaz do púlpito. Graças a eles, ela consegue falar à
multidões ». (84)
São
considerados tais, embora a título diferente: televisão,
rádio, imprensa, discos, fitas magnéticas, vídeo e
audio-cassetes, CDs, enfim, todos os meios audiovisuais. (85) Cada um
desses meios desempenha um próprio serviço e cada um deles requer
um uso específico; é preciso respeitar as exigências e
avaliar a importância de cada um.(86) Numa catequese bem
programada, tais subsídios não podem, portanto, ser omitidos.
Favorecer uma ajuda recíproca entre as Igrejas, para suprir os custos de
aquisição e de gestão de tais meios, custos estes,
às vezes muito elevados, é um verdadeiro serviço à
causa do Evangelho.
161. O bom uso dos meios de
comunicação social requer dos agentes da catequese, um
sério empenho de conhecimento, de competência e de qualificado e
atualizado emprego. Mas, sobretudo, pela forte incidência sobre a cultura
que os meios de comunicação social contribuem a elaborar,
não se deve jamais esquecer que « não é suficiente,
portanto, usá-los para difundir a mensagem cristã e o
Magistério da Igreja, mas é necessário integrar a mensagem
nesta « nova cultura », criada pelas modernas
comunicações... com novas linguagens, novas técnicas,
novas atitudes psicológicas ».(87) Somente assim, com a
graça de Deus, a mensagem evangélica tem a capacidade de penetrar
na consciência de cada um e de « obter a próprio favor, uma
adesão e um compromisso realmente pessoal ». (88)
162. Os operadores e os
usuários da comunicação devem poder receber a graça
do Evangelho. Isso leva os catequistas a considerarem particulares categorias
de pessoas: os próprios profissionais dos meios de
comunicação social, aos quais mostrar o Evangelho como grande
horizonte de verdade, de responsabilidade, de inspiração; as
famílias — tão expostas às influências dos meios de
comunicação — para a sua defesa, mas sobretudo em vista de uma
maior capacidade crítica e educativa; (89) as jovens
gerações, que são as usuárias dos meios de
comunicação social, além de serem seus sujeitos criativos.
Recorde-se
a todos que « no uso e na recepção dos instrumentos
decomunicação, tornam-se urgentes tanto uma ação
educativa em vista do senso crítico, animado pela paixão à
verdade, quanto uma ação de defesa da liberdade, do respeito pela
dignidade pessoal, da elevação da autêntica cultura dos
povos ». (90)
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