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« O Reino
diz respeito a todos » (Rm 15)
(91)
163. No início do seu
ministério, Jesus proclama ter sido enviado para anunciar aos pobres a
boa nova, (92) fazendo transparecer, e confirmando-o depois, com a sua
vida, que o Reino de Deus é destinado a todos os homens, a partir
daqueles que são os menos favorecidos. De fato, Ele se faz de catequista
do Reino de Deus, para todas as categorias e pessoas: grandes e pequenos, ricos
e pobres, sãos e enfermos, próximos e distantes, judeus e
gentios, homens e mulheres, justos e pecadores, povo e autoridades,
indivíduos e grupos... É disponível a cada pessoa e se
interessa por todas as suas necessidades: da alma e do corpo, curando e
perdoando, corrigindo e encorajando, com palavras e com fatos.
Jesus conclui a
sua vida terrena, convidando os discípulos a fazerem o mesmo, a pregarem
o Evangelho a toda criatura do mundo, (93) a « todas as
nações » (Mt 28,19; Lc 24,47) « até os
confins da terra » (At 1,8) e por todos os tempos, « até a
consumação dos séculos » (Mt 28,20).
164. É a tarefa que a Igreja
realiza há dois mil anos, com uma imensa variedade de experiências
de anúncio e catequese, continuamente solicitada pelo Espírito de
Pentecostes a cumprir o seu débito de evangelização « para
com os gregos e os bárbaros, para com os sábios e os ignorantes »
(Rm 1,14).
Configuram-se,
assim, as linhas de uma pedagogia da fé, na qual se conjugam
estreitamente a abertura universalista da catequese e a sua exemplar
encarnação no mundo dos destinatários.
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