IV CAPÍTULO
Catequese no contexto
sócio-religioso
A catequese
em situação de pluralismo e de complexidade
(147)
193. Muitas comunidades e
indivíduos singularmente considerados são chamados a viver num
mundo pluralista e secularizado, (148) onde podem ser encontradas
formas de incredulidade e de indiferença religiosa, mas também
formas vivazes de pluralismo cultural e religioso; em muitas pessoas, mostra-se
forte a busca de certezas e de valores, mas não faltam também
formas espúrias de religião e um incerta adesão à
fé. Diante desta condição de complexidade, pode acontecer
que diversos cristãos se sintam confusos e perdidos, não saibam
confrontar-se com as situações, nem julgar as mensagens que nelas
estão contidas, abandonem uma regular prática religiosa e acabem
por viver como se Deus não existisse, recorrendo freqüentemente a
sucedâneos pseudo-religiosos. A fé dessas pessoas é exposta
a provas e ameaçada, corre o risco de se extinguir e morrer, se
não for continuamente alimentada e promovida.
194. Torna-se indispensável
uma catequese evangelizadora, ou seja, « uma catequese cheia de linfa
evangélica e servida por uma linguagem adaptada ao tempo e às
pessoas ». (149) Ela visa educar os cristãos ao sentido da sua
identidade de batizados, de crentes e de membros da Igreja, abertos ao mundo e
em diálogo com ele. Recorda-lhes os elementos fundamentais da fé,
estimula-os a um real processo de conversão, aprofunda neles a verdade e
o valor da mensagem cristã diante das objeções
teóricas e práticas, ajuda-os a discernir e a viver o Evangelho
no cotidiano, torna-os aptos a dar razão da esperança que
está neles, (150) encoraja-os a exercitar a sua
vocação missionária, através do testemunho, do
diálogo e do anúncio.
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