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Maturidade
humana, cristã e apostólica dos catequistas
239. Com base numa inicial maturidade
humana, (272) o exercício da catequese, constantemente
reconsiderado e avaliado, possibilitará o crescimento do catequista no
equilíbrio afetivo, no senso crítico, na unidade interior, na
capacidade de relações e de diálogo, no espírito
construtivo e no trabalho de grupo. (273) Tratar-se-á, antes de
mais nada, de fazê-lo crescer no respeito e no amor para com os
catecúmenos e catequizandos: « E de que gênero é essa
afeição? Muito maior do que aquela que pode ter um pedagogo,
é a afeição de um pai, e mais ainda, a de uma mãe.
É uma afeição assim que o Senhor espera de cada pregador
do Evangelho e de cada edificador da Igreja ». (274)
A
formação, ao mesmo tempo, estará atenta a que o
exercício da catequese alimente e nutra a fé do catequista,
fazendo-o crescer como crente. Por isso, a verdadeira formação
alimenta, sobretudo, aespiritualidade do próprio catequista,
(275) de maneira que a sua ação nasça, na verdade,
do testemunho de sua própria vida. Todo tema catequético que
transmite deve alimentar, em primeiro lugar, a fé do próprio catequista.
Na verdade, catequizam os demais, catequizandoprimeiramente a si mesmos.
A
formação, além disso, alimentará constantemente, a consciência
apostólica do catequista, o seu senso de evangelizador. Por isso,
ele deve conhecer e viver o projeto de evangelização concreto da
própria Igreja diocesana e o de sua paróquia, para sintonizar-se
com a consciência que a Igreja particular tem da própria
missão. O melhor modo de alimentar esta consciência apostólica
é o de identificar-se com a figura de Jesus Cristo, mestre e formador
dos discípulos, procurando tornar próprio o zelo pelo Reino, que
Jesus manifestou. A partir do exercício da catequese, a
vocação apostólica do catequista, nutrida por uma
formação permanente, irá progressivamente amadurecendo.
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