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A
formação bíblico-teológica do catequista
240. Além de ser testemunha, o
catequista deve ser mestre que ensina a fé. Uma formação
bíblico-teológica lhe fornecerá um conhecimento
orgânico da mensagem cristã articulada a partir do mistério
central da fé, que é Jesus Cristo.
O
conteúdo desta formação doutrinal é exigido pelas
diversas partes que compõem todo projeto orgânico de catequese:
– as três
grandes etapas da história da salvação: Antigo Testamento,
vida de Jesus Cristo e história da Igreja;
– os grandes
núcleos da mensagem cristã; Símbolo, liturgia, vida moral
e oração.
No seu
próprio nível de ensino teológico, o conteúdo
doutrinal da formação de um catequista é o mesmo daquele
que a catequese deve transmitir. Por sua vez, « a Sagrada Escritura
deverá ser como a alma desta formação ». (276) O
Catecismo da Igreja Católica será o ponto de referência
doutrinal fundamental, juntamente com os Catecismos da própria Igreja particular
ou local.
241. Esta formação
bíblico-teológica deverá possuir algumas qualidades:
a) Em primeiro lugar,
é necessário que seja uma formação de
caráter sintético, que corresponda ao anúncio que se deve
transmitir, e na qual os diferentes elementos da fé cristã
apareçam, bem estruturados e consoantes entre si, numa visão
orgânica, que respeite a « hierarquia das verdades ».
b) Esta síntese de
fé deve ser tal, que ajude o catequista a amadurecer na própria
fé e, ao mesmo tempo, o torne apto a dar razão da esperança
presente no tempo de missão. « A formação doutrinal dos
fiéis leigos mostra-se hoje cada vez mais urgente, não só
pelo natural dinamismo de aprofundar a sua fé, mas também pela
exigência de « racionalizar a esperança » que está dentro
deles, perante o mundo e os seus problemas graves e complexos ». (277)
c) Deve ser uma
formação teológica muito próxima da
experiência humana, capaz de correlacionar os diferentes aspectos da
mensagem cristã com a vida concreta dos homens, « seja para
inspirá-la que para julgá-la à luz do Evangelho ».
(278) Embora sendo ensinamento teológico, deve adotar, de algum
modo, um estilo catequético.
d) Finalmente, deve ser
de tal maneira que o catequista « se torne não apenas capaz de expor com
exatidão a mensagem evangélica, mas que saiba também
suscitar a recepção ativa desta mesma mensagem, por parte dos
catequizandos, e que saiba distinguir, no itinerário espiritual dos
mesmos, aquilo que é conforme à fé ». (279)
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