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A
formação pedagógica
244.
Paralelamente às dimensões que se referem ao ser e ao saber, a
formação do catequista deve cultivar também as suas
aptidões, ou seja, o seu natural saber fazer. O catequista
é um educador que facilita o amadurecimento da fé que o
catecúmeno ou o catequizando realizam com a ajuda do Espírito
Santo. (285)
A primeira
realidade que é necessário levar em consideração
neste decisivo setor da formação é a de respeitar a
pedagogia original da fé. O catequista, de fato, prepara-se com a
finalidade de facilitar o crescimento de uma experiência de fé, da
qual ele não é o depositário. Essa fé foi colocada
por Deus no coração do homem. A tarefa do catequista é
apenas a de cultivar este dom, cultivá-lo, alimentá-lo e
ajudá-lo a crescer. (286)
A
formação procurará fazer amadurecer no catequista a
capacidade educativa, que implica: a faculdade de ter atenção
para com as pessoas, a habilidade para interpretar e responder à
pergunta educativa, a iniciativa para ativar processos de aprendizagem e a arte
de conduzir um grupo humano para a maturidade. Como acontece em toda arte, o
mais importante é que o catequista adquira o seu próprioestilo de
ministrar a catequese, adaptando à sua personalidade os
princípios gerais da pedagogia catequética. (287)
245. De maneira mais concreta,
dever-se-á habilitar o catequista, e de maneira particular, aquele que
se dedica à catequese a tempo integral, a saber programar a
ação educativa, no grupo de catequistas, ponderando as
circunstâncias, elaborando um plano realista e, após a sua
realização, a avaliá-lo criticamente. (288) Ele
deve ser capaz de animar um grupo, utilizando com discernimento, as
técnicas de animação de grupo que a psicologia oferece.
Esta capacidade
educativa e este saber fazer, saber utilizar bem os conhecimentos,
aptidões e técnicas que ele comporta, « são melhor
assimilados se fornecidos de pari passu com o desenvolvimento de seu
empenho apostólico; por exemplo, durante as reuniões nas quais
são preparadas e criticadas as lições de catecismo ».
(289)
O objetivo ou a
meta ideal é aquela, segundo a qual os catequistas deveriam ser os
protagonistas de sua aprendizagem, colocando a formação sob o
signo da criatividade e não apenas da mera assimilação de
regras externas. Por isso, a formação deve ser muito
próxima da prática: é preciso partir desta para chegar
àquela. (290)
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