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Associações,
movimentos e grupos de fiéis
261. As diversas «
associações, movimentos e grupos de fiéis » (331)
que se desenvolvem na Igreja particular, têm como finalidade ajudar os
discípulos de Jesus Cristo a cumprirem a sua missão leiga no
mundo e na própria Igreja. Em tais agregações, os cristãos se
dedicam « à prática da piedade, ao apostolado direto, à
caridade e à assistência, e à presença cristã
nas realidades temporais ». (332)
Em todas estas
associações e movimentos, com a finalidade de cultivar com
profundidade tais dimensões fundamentais da vida cristã, se
fornece, de uma maneira ou de outra, uma necessária
formação: « têm, com efeito, a possibilidade, cada qual
pelos próprios métodos, de oferecer uma formação
profundamente inserida na própria experiência de vida apostólica,
bem como a oportunidade de integrar, concretizar e especificar a
formação que os seus adeptos recebem de outras pessoas e
comunidades ». (333)
A catequese
é sempre uma dimensão fundamental na formação de
cada leigo. Por isso, estas associações e movimentos possuem,
ordinariamente, « tempos reservados à catequese ». (334) Na
verdade, esta não é uma alternativa para a formação
cristã fornecida por eles, mas é uma dimensão essencial
dos mesmos.
262. Quando a catequese se cumpre no
interior dessas associações e movimentos, alguns aspectos devem
ser fundamentalmente considerados:
a) É preciso
respeitar a « natureza própria » (335) da catequese,
desenvolvendo toda a riqueza do seu conceito, mediante a tríplice
dimensão de palavra, de memória e de testemunho (a doutrina, a
celebração e o compromisso na vida). (336) A
catequese, qualquer que seja o « lugar » onde se realiza, é, antes de
mais nada, uma formação orgânica e básica da
fé. Deve incluir, portanto, « um estudo sério da doutrina
cristã » (337) e deve constituir uma séria
formação religiosa aberta a todos os componentes da vida
cristã ». (338)
b) Este não
é um impedimento para que as associações e os movimentos,
com os seus respectivos carismas, possam exprimir, com determinados acentos,
uma catequese que, de qualquer forma, deverá permanecer sempre fiel ao
seu próprio caráter. A educação através da
proposta da espiritualidade específica de uma associação
ou movimento, que é sempre de uma grande riqueza para a Igreja,
será típica de um tempo sucessivo àquele da
formação cristã básica, que é comum a todo
cristão. É mais importante primeiro educar àquilo que
é comum a todos os membros da Igreja, para somente depois se deter no
que é peculiar ou diversificante.
c) Da mesma forma,
é necessário afirmar que os movimentos e as
associações, em relação à catequese,
não são uma alternativa ordinária à
Paróquia, uma vez que é esta última a comunidade educativa
de referência propriamente dita. (339)
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