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As comunidades eclesiais de base
263. As comunidades eclesiais de base
tiveram uma ampla difusão nas últimas décadas.
(340) Trata-se de grupos de cristãos que « nascem da necessidade
de viver mais intensamente ainda a vida da Igreja; ou então do desejo e
da busca de uma dimensão mais humana do que aquela que as comunidades
eclesiais mais amplas dificilmente poderão revestir... ». (341)
As comunidades
eclesiais de base são um « sinal da vitalidade da Igreja ».
(342) Os discípulos de Cristo nelas se reúnem para uma
atenta escuta da Palavra de Deus, para a busca de relações mais
fraternas, para celebrar os mistérios cristãos em suas vidas e
para assumir o compromisso de transformação da sociedade.
Paralelamente a estas dimensões propriamente cristãs, emergem
também importantes valores humanos: a amizade e o reconhecimento
pessoal, o espírito de coresponsabilidade, a criatividade, a resposta
vocacional, o interesse pelos problemas do mundo e da Igreja. Daí pode
resultar uma enriquecedora experiência comunitária, « verdadeira
expressão de comunhão e um meio eficaz para construir uma
comunhão ainda mais profunda ». (343)
Para ser
autêntica, « toda comunidade... deve viver em unidade com a Igreja
particular e universal, na comunhão sincera com os Pastores e o Magistério,
empenhada na irradiação missionária e evitando fechar-se
em si mesma ou deixar-se instrumentalizarideologicamente ». (344)
264. Nas comunidades eclesiais de
base pode desenvolver-se uma catequese muito fecunda:
– O clima fraterno,
no qual se vive, é um ambiente adequado para uma ação
catequética integral, sempre que se saiba respeitar a natureza e o
caráter próprio da catequese.
– Por outro
lado, a catequese serve a aprofundar a vida comunitária, uma vez que
assegura os fundamentos da vida cristã dos fiéis. Sem tais fundamentos, as comunidades eclesiais de
base dificilmente serão sólidas.
– A pequena
comunidade é, enfim, uma meta adequada para acolher aqueles que
concluíram um itinerário de catequese.
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