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A atividade
catequética no contexto da nova evangelização
276. Definindo a catequese como momento
do processo total da evangelização, apresenta-se necessariamente
o problema da coordenação da atividade catequética com a
ação missionária que a precede, e com a ação
pastoral que a segue. Há, de fato, elementos « que preparam a catequese
ou dela derivam ». (369)
Neste sentido,
a união entre a ação missionária, que procura
suscitar a fé, e a ação catequética, que busca
aprofundar os seus fundamentos, é decisivo na
evangelização.
De certa maneira,
esta condição resulta mais evidente na situação da
missão ad gentes. (370) Os adultos convertidos pelo
primeiro anúncio entram no Catecumenato, onde são catequizados.
Na
situação que requer uma « nova evangelização »,
(371) a coordenação se torna mais complexa, visto que,
às vezes, se quer ministrar uma catequese ordinária a jovens e
adultos que necessitam, antes, de um tempo de anúncio e de terem
despertada a sua adesão a Cristo. Problemas semelhantes apresentam-se em
relação à catequese para as crianças e para a
formação de seus genitores. (372) Outras vezes são
oferecidas formas de catequese permanente a adultos que, em realidade,
necessitam mais de uma verdadeira catequese de iniciação.
277. A atual situação da
evangelização postula que as duas ações, o
anúncio missionário e a catequese de iniciação,
sejam concebidas de forma coordenada e oferecidas, na Igreja particular,
mediante um projeto evangelizador missionário e catecumenal
unitário. A catequese deve ser vista, hoje, antes de mais nada, como
a conseqüência de um anúncio missionário eficaz. O
ensinamento do decreto conciliar Ad Gentes, que coloca o Catecumenato no
contexto da ação missionária da Igreja, é um
critério de referência muito válido para a catequese.
(373)
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