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Os aspectos da adaptação num Catecismo local (3) 133. O Catecismo da Igreja Católica indica quais são os aspectos que devem ser levados em consideração no momento de adaptar ou contextualizar a síntese orgânica da fé, que todo Catecismo local deve oferecer. Esta síntese da fé deve realizar as adaptações que são exigidas « pelas diferenças de culturas, de idades, da vida espiritual, de situações sociais e eclesiais daqueles a quem a catequese é dirigida ».(4) Também o Concílio Vaticano II afirma com ênfase a necessidade de adaptar a mensagem evangélica: « Esta maneira apropriada de proclamar a palavra revelada deve permanecer como lei de toda a evangelização ».(5) Por isso: – Um Catecismo local deve apresentar a síntese da fé em referência à cultura concreta em que se encontram os catecúmenos e os catequizandos. Incorporará, portanto, todas aquelas « expressões originais de vida, de celebração e de pensamento que são cristãos » (6) e que nasceram da própria tradição cultural e são fruto do trabalho e da inculturação da Igreja local. – Um Catecismo local, « fiel à mensagem e fiel à pessoa humana »,(7) apresenta o mistério cristão de modo significativo e próximo à psicologia e à mentalidade da idade do destinatário concreto e, conseqüentemente, em clara referência às experiências fundamentais da sua vida.(8) – É preciso cuidar de modo especial a forma concreta de viver o fato religioso numa determinada sociedade. Não é a mesma coisa fazer um Catecismo para um ambiente caracterizado pela indiferença religiosa, e fazê-lo para outro, cujo contexto é profundamente religioso.(9) A relação « fé-ciência » deve ser tratada com muito cuidado em cada Catecismo. – A problemática social circunstante, ao menos no que diz respeito aos elementos estruturais mais profundos (econômicos, políticos, familiares...) é um fator muito importante para contextualizar o Catecismo. Inspirando-se na doutrina social da Igreja, o Catecismo saberá oferecer critérios, motivações e linhas de ação que iluminem a presença cristã em meio a tal problemática.(10) – Finalmente, a situação eclesial concreta, que a Igreja particular vive, é sobretudo o contexto obrigatório ao qual o Catecismo deve referir-se. Obviamente, não as situações conjunturais, às quais se provê mediante outros documentos magisteriais, mas sim a situação permanente, que postula uma evangelização com acentos mais específicos e determinados.(11)
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3) Cf. Parte IV, cap. I. 4) CaIC 24. 5) GS 44. 6) CT 53a. 7) Cf. CT 55c; MPD 7; DCG (1971) 34. 8) Cf. CT 39-40. 9) Nos Catecismos locais se deve prestar uma grande atenção à abordagem e à orientação da religiosidade popular (Cf. EN 48; CT 54; CaIC 1674-1676); igualmente no que concerne ao diálogo ecumênico (Cf. CT 32-34; CaIC 817-822) e ao diálogo interreligioso (cf. EN 53; RM 55-57 e CaIC 839-845). 10) LC 72 faz a distinção entre « princípios de reflexão », « critérios de julgamento » e « diretrizes de ação », que a Igreja oferece na sua doutrina social. Um Catecismo deverá saber distinguir estes níveis. 11) Faz-se referência, fundamentalmente, às « diferentes situações sócio-religiosas » diante da evangelização. Elas são tratadas na Parte I, cap. 1. |
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