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| Congregação para o Clero Diretório Geral para Catequese IntraText CT - Texto |
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Os presbíteros, pastores e educadores da comunidade cristã 224. A função própria do presbítero na tarefa catequética nasce do sacramento da Ordem que recebeu. « Pelo sacramento da Ordem, os presbíteros, pela unção do Espírito Santo, são assinalados com um caráter especial e assim configurados com Cristo Sacerdote, de forma a poderem agir na pessoa de Cristo cabeça, (...) para construir e edificar todo o seu Corpo que é a Igreja, como cooperadores da ordem episcopal ». (216) Em razão desta configuração ontológica com Cristo, o ministério dos presbíteros é um serviço que plasma a comunidade, que coordena e dá força aos demais serviços e carismas. Em relação à catequese, o sacramento da Ordem constitui os presbíteros como « educadores na fé ». (217) Esforçam-se, portanto, para que os fiéis da comunidade se formem adequadamente e alcancem a maturidade cristã. (218) Conscientes, por outro lado, de que o seu « sacerdócio ministerial » (219) está a serviço do « sacerdócio comum dos fiéis », (220) os presbíteros estimulam a vocação e o trabalho dos catequistas, ajudando-os a realizar uma função que brota do Batismo e se exercita em virtude de uma missão que a Igreja lhes confia. Os presbíteros realizam, assim, a recomendação do Concílio Vaticano II, quando lhes pede que « reconheçam e promovam sinceramente a dignidade dos leigos e suas incumbências na missão da Igreja ».(221) 225. De maneira mais concreta, na catequese, as tarefas próprias do presbítero e, especificamente do pároco, (222) são: – suscitar, na comunidade cristã, o senso da responsabilidade comum para com a catequese, como tarefa que envolve todos, assim como o reconhecimento e o apreço para com os catequistas e a missão que desempenham; – cuidar da impostação de fundo da catequese e da sua adequada programação, contando com a participação ativa dos próprios catequistas, e estando atento para que ela seja « bem estruturada e bem orientada »; (223) – suscitar e distinguir vocações para o serviço catequético e, como catequista dos catequistas, cuidar da formação dos mesmos, dedicando a esta tarefa a máxima solicitude; – integrar a ação catequética no projeto evangelizador da comunidade, cuidando, em particular, do liame entre catequese, sacramentos e liturgia; – assegurar a conexão entre a catequese a sua comunidade e os planos pastorais diocesanos, ajudando os catequistas a se fazerem cooperadores ativos de um projeto diocesano comum. A experiência comprova que a qualidade da catequese de uma comunidade depende, em grande parte, da presença e da ação do sacerdote.
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216) PO 2c, 6; Cf. João Paulo II, Exortação apostólica pós-sinodal Pastores dabo vobis (25 de março de 1992), n. 12: l.c., 675-677. 217) PO 6b. 218) Cf. CIC, cân. 773. 219) LG 10. 220) LG 10. Acerca dos « dois modos de participar do único sacerdócio de Cristo » cf. CaIC 1546-1547. 221) PO 9b. 222) Cf. CIC, cân. 776-777. 223) CT 64. Com relação a esta orientação de fundo que os presbíteros devem colaborar a dar à catequese, o Concílio Vaticano II aponta duas exigências fundamentais: « não ensinar a própria sabedoria, mas a Palavra de Deus » (PO 4) e « expor a Palavra de Deus, não de modo geral e abstrato, mas aplicar a verdade perene do Evangelho às concretas circunstâncias da vida » (ibid.). |
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