Cap., Parágrafo
1 1, 2| imensa falange, disposta a aceitar tudo e até o martírio, para
2 2 | para a Igreja duas vias: aceitar um acordo com o regime comunista
3 2 | é lícito aos católicos aceitar relações harmoniosas com
4 2 | é lícito aos católicos aceitar um "modus vivendi" com um
5 3 | pensam que mais valeria aceitar desde logo, e sem maior
6 3 | única razão que os levaria a aceitar com resignação o risco de
7 4 | surgirá: se a Igreja pode aceitar a coexistência com um governo
8 5 | família -- poderia a Igreja aceitar tal proposta? Poderia a
9 5 | essa liberdade de culto aceitar pelo menos a condição de
10 5 | ou até deveria a Igreja aceitar essa liberdade de ação,
11 5 | Igreja poderia e até deveria aceitar esta liberdade. E, neste
12 6 | A Igreja não pode, pois, aceitar uma liberdade que implique
13 6 | argumento. -- A Igreja não pode aceitar o comunismo como um fato
14 6, 1| maioria dos homens tende a aceitar como normal o regime político
15 6, 1| regime induz a população a aceitar como boas, normais, até
16 6, 1| morais dominantes. E, ao aceitar tudo isto, o espírito público
17 6, 1| a Igreja não pode, pois, aceitar uma liberdade que implique
18 6, 2| A Igreja poderia, pois, aceitar como um mal menor o compromisso
19 6, 2| preceito da Lei, Ela não poderá aceitar essa liberdade, que não
20 6, 2| opressor. Não pode a Igreja aceitar em sua função docente um
21 6, 3| vivíssimo pela necessidade de aceitar o mal menor. E, com o pesar,
22 7 | Nem sequer pode a Igreja aceitar, a título transitório, o
23 7 | fim, a Igreja não poderia aceitar a coexistência com algum
24 7, 2| católico não poderiam então aceitar de passar sob silêncio,
25 7, 4| qual o católico poderia aceitar sem problemas de consciência
26 7, 5| Assim, a Igreja poderia aceitar um "modus vivendi" com ele,
27 7, 7| isto é, se a Igreja quiser aceitar a coexistência com algum
28 10 | cometessem o pecado enorme de aceitar o comunismo, atrairiam sobre
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