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Plinio Corrêa de Oliveira
Acordo com o regime comunista

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Histórico de um ensaio

 

ACORDO COM O REGIME COMUNISTA: PARA A IGREJA, ESPERANÇA OU AUTODEMOLIÇÃO? foi publicado pela primeira vez no 152, de agosto de 1963, do prestigioso mensário de cultura "Catolicismo", sob o título "A LIBERDADE DA IGREJA NO ESTADO COMUNISTA".

Por sugestão de diversas personalidades que leram o ensaio, e se interessaram vivamente por ele, o Autor desenvolveu mais amplamente alguns argumentos que figuravam nessa primeira versão. O estudo assim ampliado foi publicado no 161 de "Catolicismo", de maio de 1964, sob o mesmo título.

A enorme difusão que o trabalho teve e a repercussão que alcançou nos mais altos círculos eclesiásticos e na intelectualidade católica bem provam a transcendência do tema nele versado.

 

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"A LIBERDADE DA IGREJA NO ESTADO COMUNISTA" foi distribuído a todos os Padres presentes à segunda sessão do Concílio Ecumênico, bem como, na versão ampliada, a todos os que participaram da terceira sessão.

A propósito deste seu trabalho, o Autor recebeu cartas alentadoras dos Eminentíssimos Cardeais Eugenio Tisserant, já falecido, Alfredo Ottaviani, então secretário da Suprema Congregação do Santo Ofício, Norman Thomas Gilroy, Arcebispo resignatário de Sidney (Austrália), de Sua Beatitude Paul II Cheicko, Patriarca de Babilônia dos Caldeus, e de numerosos outros Prelados.

Entre todas ocupa um lugar de destaque, entretanto, a carta altamente elogiosa que a respeito deste ensaio foi dirigida ao Exmo. Revmo. Sr. Bispo Diocesano de Campos, D. Antonio de Castro Mayer, pela SAGRADA CONGREGAÇÃO DOS SEMINðRIOS E UNIVERSIDADES (hoje Sagrada Congregação para a Educação Católica).

Como se sabe, esse Sagrado Dicastério da Cúria Romana é encarregado de incentivar, orientar e vigiar os estabelecimentos superiores de ensino católico em todo o mundo, e a tal título lhe cabe a supervisão da alta cultura católica.

A carta, assinada pelo Cardeal Giuseppe Pizzardo e referendada pelo então Monsenhor depois Cardeal Dino Staffa, Arcebispo titular de Cesaréia da Palestina, respectivamente Prefeito e Secretário daquele Sagrado Dicastério, afirma a inteira consonancia do estudo do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira com a doutrina contida nos documentos pontifícios, e constitui autêntico triunfo para este ensaio.

 

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Traduzido em oito línguas (alemão, espanhol, francês, húngaro, inglês, italiano, polonês e ucraniano), "ACORDO COM O REGIME COMUNISTA: PARA A IGREJA, ESPERANÇA OU AUTODEMOLIÇÃO?" teve 33 edições num total de 160 mil exemplares. O estudo foi também reproduzido na íntegra em mais de trinta jornais e revistas de onze países diferentes, entre os quais cumpre destacar "Il Tempo", o maior diário de Roma.

Resenhas e comentários foram publicados em um número incontável de publicações.

A prestigiosa revista de filosofia e teologia, "Divus Thomas", de Piacenza (Itália), dedicou-lhe um comentário de três páginas, assinado pelo diretor, Revmo. Pe. Giuseppe Perini, C. M. ( de abril-setembro de 1964).

É bastante significativo que até a revista "Informations Catholiques Internationales", cuja orientação extremadamente "progressista" é bem conhecida, tenha julgado dever publicar uma resenha do trabalho do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.

Reação característica -- e que por isso merece um registro especial -- foi a do Sr. Jean-Marie Domenach, diretor da conhecida revista progressista "Esprit", o qual chegou a afirmar, a propósito deste estudo, que "a defesa da propriedade não pertence ao ensinamento de Cristo".

 

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Porém, nenhuma tomada de posição terá sido, talvez, mais ilustrativa da importância e atualidade do estudo do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira do que o indignado protesto que contra ele lançou a Associação "Pax", organização de "católicos" esquerdistas da Polônia, cuja desinibida adesão ao regime comunista provocou censuras do próprio Episcopado polonês. O extenso artigo intitulado "Carta aberta ao Prof. Plinio Corrêa de Oliveira", foi publicado na primeira página do semanário "Kierunki" de Varsóvia ( 8 de 1º-3-64) e no mensário "Zycie i Mysl" ( 1-2 de 1964), da mesma Associação "Pax" pelo Sr. Zbigniew Czajkowski, membro destacado desse movimento.

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira respondeu através de "Catolicismo" ( 162 de junho de 1964) e o Sr. Zbigniew Czajkowski treplicou por meio de nova carta aberta publicada nos mesmos periódicos ("Kierunki", 43 de 25-10-64 e "Zycie i Mysl", 9 de 1964). E ainda acrescentou: "Nossa discussão suscitou grande interesse na Polônia, como testemunham, entre outras, as notícias e informações publicadas a respeito em outros periódicos poloneses, que aliás tomam a mesma atitude que eu com referência às suas teses". A segunda resposta do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira apareceu em "Catolicismo", 170, de fevereiro de 1965.

O debate entre o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira e o jornalista polonês repercutiu em Paris, tendo nele intervindo, do lado do Autor deste livro, o Sr. Henri Carton, de "L'Homme Nouveau", e, do lado do Sr. Z. Czajkowski, o Sr. A. V., de "Témoignage Chrétien", outro importante órgão "progressista" (cf. "Catolicismo", n.o 165 de setembro de 1964 e n.o 166 de outubro de 1964).

Por sua vez, o Sr. Tadeusz Masowiecki, redator-chefe do mensário "Wiez" e deputado do grupo católico "Znak" à Dieta,polonesa, publicou em sua revista ( 11-12 de novembro-dezembro de 1963), em colaboração com'o Sr. A. Wielowieyski, um artigo que procura ser uma réplica ao presente estudo.

Essa polêmica deixou patente o quanto a repercussão de "A LIBERDADE DA IGREJA NO ESTADO COMUNISTA" além cortina de ferro incomoda às autoridades comunistas e aos católicos colaboracionistas.

 

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Durante estes onze anos, a SOCIEDADE BRASILEIRA DE DEFESA DA TRADIÇÃO, FAMGLIA E PROPRIEDADE, de cujo Conselho Nacional o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira é Presidente, tem difundido ativamente o presente estudo. Ao mesmo tempo, tem lutado por várias outras formas contra a miragem colaboracionista ou entreguista face ao comunismo.

Constitui eco impressionante dessa campanha o imenso abaixo-assinado levado a efeito em 1968, em vários países da América Latina, pela TFP brasileira e suas co-irmãs hispano-americanas, pedindo a Paulo VI medidas efetivas contra a infiltração esquerdista nos meioS católicos. Esse abaixo-assinado teve em nosso País 1.600.638 assinaturas, na Argentina 280 mil, no Chile 120 mil, e no Uruguai 40 mil, perfazendo o impressionante total de 2.040.368 assinaturas.

A presente edição de ACORDO COM O REGIME COMUNISTA: PARA A IGREJA, ESPERANÇA OU AUTODEMOLIÇÃO? enriquecida com uma documentação fotográfica nova, constitui mais um esforço votado a coarctar o passo a uma colaboração entre os filhos da luz e os filhos das trevas, a qual, pela própria natureza das coisas, só pode redundar em catástrofes para os primeiros e vitória para os últimos.

 

 




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