|
VII - Resolvendo objeções
finais
· Um efeito colateral
mas trágico do silêncio da Igreja sobre o princípio da propriedade privada
seria o pactuar Ela assim com a disseminação progressiva da miséria, decorrente
da substituição da propriedade individual pela coletiva.
· Mesmo num Estado
incompletamente coletivizado, é obrigação da Igreja fazer luzir aos olhos de
todos a verdade integral.
· Ainda que o senso da
propriedade, de tão arraigado, seja inextirpável em certas regiões da Europa, a
Igreja não pode silenciar sobre o direito de propriedade sem prejuízo para a
formação moral dos fiéis.
· A instituição da
propriedade privada deve existir pela própria ordem natural das coisas. E mesmo
que os atuais proprietários renunciassem a seus direitos sob a pressão de um Estado
comunista, a Igreja não conseguiria uma coexistência verdadeiramente pacífica
com este.
· Nem sequer pode a
Igreja aceitar, a título transitório, o regime comunista, esperando que ele
caia de podre, ou pelo menos se atenue.
· As relações diplomáticas
da Santa Sé com os países comunistas situam-se num plano distinto do encarado
neste estudo. -- O ensino oficial e oficioso tradicional do Vaticano afirmam a
impossibilidade de uma trégua ideológica ou de uma coexistência pacífica entre
a Igreja e o comunismo. Também não faltam declarações de fontes comunistas
nesse sentido.
· Por fim, a Igreja não
poderia aceitar a coexistência com algum Estado comunista num regime de
"pia fraus". Seria ingênuo pensar que os comunistas não se dariam
logo conta das violações do pacto.
AO LONGO deste
trabalho, resolvemos várias objeções imediatamente ligadas aos diversos temas
tratados. Analisaremos agora outras objeções, que, não devendo ser
necessariamente abordadas no decorrer da exposição, cabem, mais comodamente para
o leitor, neste item.
|