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Reunir-se e encaminhar
leais e solícitos tratados de paz
5. Elevamos
agora, mais uma vez, a nossa voz "com grande brado e com lágrimas"
(Hb 5,7) para rogar insistentemente aos governantes, que se empenhem por não
deixar que o incêndio se alastre, antes, por que se extinga totalmente. Não
duvidamos que todos os homens, de qualquer raça, cor, religião e ordem social,
que nutrem desejos de justiça e honestidade, tenham as nossas mesmas
convicções. Portanto, criem os responsáveis as condições necessárias para que
sejam depostas as armas, antes que o precipitar dos acontecimentos tolha a
possibilidade de depô-las. Saibam aqueles em cujas mãos estão as sortes da
família humana, que neste momento lhes incumbe um gravíssimo dever de
consciência. Consultem e examinem a própria consciência, pensando em seus
respectivos povos, no mundo inteiro, em Deus e na história; lembrem-se de que
seus nomes serão benditos pela posteridade, se atenderem com sabedoria a este
nosso apelo. Em nome do
Senhor bradamos: detende-vos! É preciso promover reuniões para se chegar com
sinceridade a leais tratados de paz. Este é o momento de conciliar as
divergências, mesmo à custa de qualquer sacrifício ou prejuízo, para que não
aconteça que se tenham de resolver mais tarde com imensos danos e após
dolorosíssimos morticínios. É preciso, todavia, estabelecer uma paz fundada na
justiça e liberdade dos homens, isto é, paz que leve em consideração os
direitos das pessoas e das comunidades, pois, de outra forma, será uma paz
incerta e instável.
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