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Intercessão valiosa: a de
Maria, Mãe da Igreja e Rainha da paz
7. Nada nos
parece mais oportuno e importante do que elevar ao Céu as súplicas de toda a
cristandade, para invocar a Mãe de Deus, a Rainha da paz, a fim de que, em
tantos sofrimentos e angústias, derrame copiosamente os dons de sua materna
bondade. Desejamos que lhe sejam dirigidas assiduamente intensas orações, a Ela
que, durante o Concílio Ecumênico Vaticano II, com a aprovação dos Padres e do
orbe católico, proclamamos Mãe da Igreja, confirmando solenemente uma verdade
da tradição antiga. De fato, a Mãe do Salvador é "certamente mãe dos seus
membros", como ensinaram SantoAgostinho (De sanct. virg. 6; PL 40,
399), e com ele, para não citar outros, SantoAnselmo, dizendo: "Que
dignidade maior pode ser conhecida do que a de ser mãe daqueles de quem Cristo
se dignou ser pai e irmão?" (Or. 47; PL 158, 945). Leão XIII, nosso
predecessor, a chamou "Mãe da Igreja, no modo mais real" (Epíst. Enc.
Adiutricem populi christiani, 5 de setembro de 1895; Acta Leon. 15,
1896, p. 302). Não é, pois, em vão que, angustiados por esta terrível
perturbação, colocamos em Maria nossa esperança.
8. Uma vez
que, aumentando os perigos é preciso que aumente a piedade do povo de Deus,
desejamos, veneráveis Irmãos, que, com vosso exemplo, com vossa exortação, com
vosso estímulo, mais insistentemente se invoque a clementíssima Mãe do Senhor,
durante este mês de outubro, com a devoção do Rosário. Esta oração, de fato,
está ao alcance da mentalidade do povo; é muito agradável à Virgem e
eficacíssima para implorar os dons celestes. Com clara indicação, embora não
expressamente, recomendou o Concílio Ecumênico a todos os filhos da Igreja, a
oração do Rosário, exortando "que estimem grandemente as práticas e
devoções aprovadas pelo Magistério através dos tempos" (Const. Dogm. Lumen
Gentium, 67).
9.
Essa oração não só tem grandíssima eficácia em repelir os males e em afastar as
calamidades, como demonstra claramente a história da Igreja, mas ainda nutre
abundantemente a vida cristã, "antes de tudo, alimenta a fé católica com a
meditação oportuna dos mistérios divinos e eleva a mente às verdades
reveladas" (Pio XI, Carta Enc. Ingravescentibus
Malis, 29 de setembro de
1937; AAS XXIX,1937, p. 378).
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