Cap., §
1 4, 3| concreto. ~ ~Imaginemos um tomista e um existencialista que
2 4, 3| que entre eles existem, o tomista se sabe com a verdade e
3 4, 3| existencialista discorda da posição tomista. Cada qual quer persuadir
4 4, 3| convencer a outra parte, o tomista seja movido não só por um
5 4, 3| razões de zelo, e nosso tomista, na sua discussão com o
6 4, 3| sobre o procedimento do tomista. Se o principal obstáculo
7 4, 3| pacifista, acentuando em nosso tomista as ardências do prurido
8 4, 3| palavra-talismã "diálogo", ao nosso tomista apetece estender o fermento
9 4, 3| atmosfera serena e elevada. ~ ~O tomista irênico se põe então a ver
10 4, 3| a cordialidade. ~ ~Nosso tomista, sentindo e vendo assim
11 4, 3| nascer. ~ ~Engenhoso, o tomista irênico compreende que uma
12 4, 3| pela palavra-talismã, nosso tomista, em sua faina de dialogar,
13 4, 3| relativismo. Ele já não é tomista senão porque tem a esperança
14 4, 3| irenísticos. ~ ~Talvez este tomista que já não é tomista chame
15 4, 3| este tomista que já não é tomista chame ainda de discussão
16 4, 3| excitando ainda mais em nosso tomista os pruridos irenistas, preparam-no
17 4, 3| EXEMPLO CONCRETO: O tomista irênico que figuramos como
18 4, 3| fricção o remédio? Nosso tomista se compraz em responder
19 4, 3| tomismo, ele próprio, nosso tomista irênico o vê agora como
20 4, 3| ideológica universal. ~ ~Tomista, ele talvez ainda se imagine.
21 4, 3| da palavra-talismã, nosso tomista se transformou em um genuíno
22 4, 3| revestido de ligeira tintura tomista. ~ ~Que surpresa teria ele
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