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D. Têm a discussão pura e simples e a
polêmica um caráter pejorativo?
Essa nota de pugnacidade intelectual, volitiva ou emocional
constitui um mal em si? Têm a discussão pura e simples e a polêmica um caráter
pejorativo? Cumpre responder à pergunta, pois é a partir da má solução que
muitos lhe dão, que se desenvolve o estratagema da palavra-talismã
"diálogo" .
Não nos ocuparemos do problema da liceidade da nota de
pugnacidade na discussão-diálogo, onde ela é como que imperceptível.
Vejamos, primeiramente, o que diz
respeito à discussão pura e simples.
a. Relação do problema
com o pecado original
Em si, os entrechoques de ordem ideológica, volitiva ou
emocional são frutos do pecado original. Desejável seria que entre os homens
jamais houvesse dissensões, discussões ou lutas.
Posto porém o pecado original, é legítima e proveitosa a
discussão pura e simples? Em princípio, sim.
b. A lógica, meio de
conquistar a verdade e o bem
Com efeito, desde que se admita a existência objetiva da
verdade e do erro, do bem e do mal, e a idoneidade da lógica para conduzir o
homem ao conhecimento da verdade e tirá-lo das armadilhas do erro, para o levar
a amar o bem e afastá-lo das garras do mal, é forçoso reconhecer o proveito
dessa modalidade de discussão. Pois por meio dela uma pessoa pode fazer a outra
o maior dos benefícios, que é de a tirar do erro e do mal e de lhe dar a posse
da verdade e do bem.
c. A influência dos
fatores emocionais
Mas, dirá alguém, a discussão pura e simples não deve ser
sempre fria e apática, no sentido etimológico do termo?
Não pensamos assim. Todo homem tem um natural apego a suas
convicções. E, por isto, em geral só abre mão delas a contragosto. Tal apego é
ainda muito acentuado pelo fato de que certas convicções dão origem logicamente
a todo um conjunto de hábitos, a todo um modo de ser, a todo um gênero de vida,
e mudá-las acarreta para o homem a necessidade de aceitar, em certos pontos
sensíveis, dolorosas transformações. Movido pelo amor nobre, ordenado e forte
que tem à verdade e ao bem, ou pelo miserável, tormentoso e violento amor que
tem ao erro e ao mal, ele não se porta, ao discutir, como uma mera e fria
máquina de raciocinar. Por isso mesmo que é homem, ao discutir ele se engaja
inteiro, não só com todos os recursos de sua inteligência, como também com todo
o vigor de sua vontade e o calor de suas paixões boas ou más.
Assim engajada, a discussão pura e simples, ainda que
conserve sempre o primado do raciocínio, do qual lhe vem sua principal razão de
ser e o melhor de sua dignidade, não consiste na mera argumentação. Por um
incontestável direito da virtude, como por uma interferência freqüente do
pecado, é explicável que ela se apresente muitas vezes com uma nota saliente de
combatividade emocional.
Desse modo, se é verdade que em certas circunstâncias a
discussão pura e simples se dignifica revestindo-se de uma nobre e superior
serenidade, há outras ocasiões em que ela só tem a lucrar se iluminada pelo
fogo do zelo da verdade e do bem.
d. Fatores de persuasão
colaterais à argumentação
Muito naturalmente, o espírito humano começa por vezes a
perceber a veracidade de uma tese, achando-a amável, ou achando-a bela. Como
entre a bondade, a beleza e a verdade há uma reversibilidade profunda, o amor
facilita muitas vezes a percepção da verdade. E a força de persuasão da pessoa
que discute não está só no raciocínio, mas em todo o seu modo de ser e de
falar, que não raro pode deixar ver a beleza ou a bondade da causa que ela
sustenta. Ora, no louvar o bem e o belo entra naturalmente um fator emocional
que facilmente leva a discussão pura e simples a crescer em ardor, chegando por
vezes até a polêmica.
e. Legitimidade da ira
na discussão pura e simples
Mas, dir-se-á, os argumentos acima abrem as portas à ira,
que jamais pode penetrar na interlocução.
Vimos há pouco que as paixões do homem têm um lugar legítimo
no embate das idéias. Do ponto de vista moral, isto facilmente se explica, pois
de si nenhuma paixão é má: todas são indiferentes, e podem influenciar
legitimamente a discussão pura e simples desde que não sejam intemperantes. A
ira não é senão uma dessas paixões. E, dentro dos limites da temperança, pode
muito bem comunicar sua marca específica ao embate das idéias. Aliás,
acrescente-se, a ira santa contra o erro e o mal, em lugar de turvar a
perspicácia do espírito, em muitos casos a aumenta, e com isto concorre para a
lucidez da discussão pura e simples16.
f. O contraste e a
pugnacidade, necessários para demonstrar a verdade
Mostrar quanto uma tese é verdadeira, boa e bela, é tarefa,
muitas vezes, árdua. Falamos há pouco dos efeitos do pecado original, dos
hábitos e das paixões no espírito humano, bem como das crises que certas
mudanças de opinião podem acarretar para o homem. No vértice de crises tais,
este então hesita. A contradição entre as idéias cuja veracidade entrevê, e a
vida que leva, lhe parece insuportável. A famosa alternativa formulada por Paul
Bourget 17 se lhe depara no caminho: conformará suas idéias com seus
atos, ou seus atos com suas idéias?
Claro está que, em situações tão tenebrosas e dolorosas, há
que lançar mão de todos os recursos de argumentação realmente convincentes. E
um deles é sem dúvida o contraste.
Ensina São Tomás que um dos motivos por que Deus permite o
erro e o mal é para que pelo contraste melhor ressalte o esplendor da verdade e
do bem18. No discutir, de forma nenhuma é lícito desdenhar o contraste,
esse recurso do Divino Pedagogo, tão precioso que nos planos da Providência de
algum modo compensa os inúmeros inconvenientes da existência do erro e do mal
neste mundo. Ora, como fazer valer o contraste, senão pela denúncia aberta e
categórica de tudo quanto o erro tem de falso, e o mal de censurável? Não basta
pois louvar a verdade e o bem. É legítimo, na discussão pura e simples,
desenvolver em toda a medida do cabível a nota da pugnacidade. Assim se
legitima o ataque tanto às idéias falsas quanto às pessoas.
...quer no que se refere às idéias
Ataque às idéias falsas, em primeiro lugar: mostrando o que
elas têm de errôneo, de contraditório, de imoral, produz-se um impacto salutar
no ânimo de quem as professa. Todo um conjunto de preconceitos e apegos
desordenados pode resultar abalado com isto. E, assim, a luz da verdade, o bom
odor da virtude, podem penetrar até a pobre alma ainda há pouco inteiramente
encarcerada no erro.
...quer no que se refere às pessoas
Ataque às pessoas, em segundo lugar. Quando esse ataque é
feito de maneira a mostrar na pessoa atacada tão somente o erro e o pecado em
que se acha, sem se estender inutilmente a outros pontos, pode-se abrir os seus
olhos para o estado em que se encontra, convidando-a eficazmente a voltar à
verdade e ao bem. E, se o ataque tem lugar em presença de terceiros, não só se
neutraliza junto a estes o efeito do escândalo, como se consegue aumentar, por
via de contraste, o amor deles à verdade e ao bem. É óbvio que tais ataques só
se legitimam quando realmente necessários, e se devem fazer segundo as regras
da justiça e da caridade, de forma que, por mais que sejam claros e vão ao
fundo das coisas, não espezinhem na pessoa atacada sua dignidade de homem, e
eventualmente de cristão.
Ataques deste gênero, feitos no momento adequado, e com
linguagem digna, têm produzido ao longo da História um grande bem, ainda quando
voltados contra os poderosos da terra, habituados a serem tratados com especial
respeito. Grande bem por vezes para as pessoas visadas, e sempre notável
edificação para o povo. São célebres, por exemplo, os ataques do Profeta Natan
contra Davi, de Santo Ambrósio contra o Imperador Teodósio, de São Gregório VII
contra Henrique IV, ou de Pio VII contra Napoleão. Quantas e quão sazonadas
graças daí se seguiram, quer no sentido de afastar as almas do erro e do mal,
quer no de as atrair para a verdade e o bem! Mudam-se os tempos, mas a ordem
profunda das coisas não se muda. Mesmo os déspotas totalitários de nosso
século, embora certamente mais intratáveis do que os potentados de outrora, não
são tais que se possa asseverar que ataques desse gênero jamais lhes serão de
proveito.
g. Artificialidade da
abolição da discussão pura e simples
Como já foi dito, a discussão pura e simples não é um mero
entrechoque de argumentos. Sob algum aspecto é um entrechoque de
personalidades. Há nela um contato de alma a alma, em que por meio da
insistência, da repetição (que Napoleão considerava a melhor figura de
retórica), da atração de um contendor para outro, ou da repulsa, uma verdadeira
influência se exerce de parte a parte. O jogo de tais fatores ainda mais
contribui para dar a esta modalidade de interlocução uma real semelhança com um
torneio, e até com uma luta.
Todas estas considerações fazem ver que a discussão pura e
simples corresponde a necessidades naturais e profundas do convívio humano. E que
proscrevê-la para reduzir as formas deste convívio ao mero diálogo em sentido
estrito (ou à discussão-diálogo) seria artificialidade grave e perigosa.
h . Artificialidade, causa de confusão e de luta
Perigosa, dizemos, pois que o é toda artificialidade. Com
efeito, as forças da natureza violentadas e expulsas voltam com redobrado
vigor. Disse-o Horácio de forma lapidar: "Naturam expelles furca, tamen
usque recurret" (Epist., I, 10, 24). Não receando, por um mal compreendido
amor à concórdia, cair no artificial, abre-se mão de um meio indispensável, no
convívio humano, para a elucidação da verdade. Com isto, desliza-se para a
confusão, a qual é um dos fatores mais sinistros e profundos de perturbações, querelas
e lutas prolongadas, inextricáveis e carregadas de ódio. Como se sabe, nada
prejudica mais a verdadeira paz, que é a tranqüilidade da ordem (cf. Santo
Agostinho, De Civ. Dei, XIX, c. 13), do que o se apagarem entre os homens a
verdade e o bem, fundamentos únicos dessa mesma ordem. Quem nega a liceidade da
discussão pura e simples, imaginando talvez trabalhar para a concórdia,
implanta de fato o reino da discórdia.
i. A discussão pura e
simples não arruina a caridade?
Ao ler estas considerações, mais de um leitor, influenciado
pelo irenismo corrente em nossos dias, sentirá subir do fundo de sua alma uma
apreensão: não haverá imprudência de nossa parte no elogio da discussão pura e
simples, que aqui fazemos? Ainda que tenhamos razão na ordem abstrata dos
princípios, tal é a facilidade com que se pode abusar dessa modalidade de
interlocução, que melhor seria proscrevê-la de todo. "Abusus non tollit
usum", respondemos com o velho brocardo jurídico. Se a discussão pura e
simples é lícita em si, e tem uma função específica na ordem natural das
coisas, ocupa por isto mesmo um lugar nos planos da Providência. "Tempus
tacendi, et tempus loquendi" (Eccle. 3, 7): aplicando o princípio da
Escritura, podemos dizer que há ocasiões em que é oportuno não discutir, mas
outras em que se tem o direito e até a indeclinável obrigação de o fazer. Foi
do que nos deu exemplo o Divino Mestre (cf. Jo. 8 e ss.). E por isto, abuso
pior do que discutir por vezes mal, é não discutir absolutamente nunca.
Apresentar a discussão pura e simples, por medida de
prudência, como sempre ilícita, sempre perigosa, sempre nociva às almas,
constitui verdadeira escamoteação doutrinária.
Se quem deve discutir é um católico, há nesta escamoteação,
ademais, o sintoma de um acentuado naturalismo. Pois se discutir é para ele um
direito ou até um dever, como admitir que lhe seja impossível, com a abundância
das graças que a Igreja dispensa, fazê-lo segundo os princípios da justiça e da
caridade? Não vale mais para ele o "omnia possum in eo qui me
confortat" (Filip. 4,13)?
j.
Conseqüência: a discussão pura e simples não tem caráter necessariamente
pejorativo
Não. É inadmissível condenar em tese a discussão pura e
simples, e atribuir-lhe um caráter necessariamente pejorativo.
k. Tampouco a polêmica
tem necessariamente caráter pejorativo
Tudo quanto dissemos da discussão pura e simples, vale
também para a polêmica. Esta possui, no mais alto grau, a pugnacidade inerente
àquela, e por isto - quando má - pode ter em grau superlativo tudo quanto as
exacerbações da discussão pura e simples têm de censurável.
Por análogo motivo, também, a polêmica, quando boa, tem em
grau excelso todas as qualidades inerentes à discussão pura e simples bem
conduzida19. Foi o que tivemos ocasião de sustentar mais extensamente
em livro intitulado "Em Defesa da Ação Católica" (Editora Ave Maria,
São Paulo, 1943), o qual foi objeto, em 1949, de uma expressiva carta de
louvor, escrita em nome do Papa Pio XII pelo então Substituto da Secretaria de
Estado, Monsenhor João Batista Montini, hoje Paulo VI.
A quem causar estranheza o que afirmamos da boa polêmica,
lembraremos simplesmente que, por evidente disposição da Providência para o bem
das almas, o Espírito Santo suscitou na Igreja polemistas eminentes, que gozam
da honra dos altares, e cujas obras constituem lídima glória da Igreja e da
cultura cristã. Mencionemos, entre tantos outros, São Jerônimo, Santo Agostinho,
São Bernardo, São Francisco de Sales.
l. A discussão pura e
simples, a polêmica e a opinão pública
Não poderíamos dar por encerradas essas considerações sem
fazer uma observação sobre a verdadeira dimensão dos problemas suscitados a
propósito da discussão pura e simples e da polêmica. Em geral, trata-se desses
problemas tomando em consideração unicamente os interlocutores que discutem ou
polemizam. Na realidade, quando por seu tema a discussão pura e simples e a
polêmica interessam a muitas pessoas, e se fazem com publicidade adequada, elas
têm um alcance social, pois provocam entre os que delas tomam conhecimento uma
miríade de controvérsias congêneres. A amplitude do fenômeno pode chegar à
formação, no seio da sociedade, de duas ou mais correntes de opinião. Do
vozerio confuso das disputas individuais vão emergindo então, em um campo e em
outro, vozes mais altas, mais ricas de pensamento e mais carregadas de força de
expressão, que por sua vez travam entre si controvérsias de grande porte. Em umas
e outras se compendia, se define, adquire maior densidade de pensamento, toma
vôo e é levado a suas últimas conseqüências tudo quanto nos vários campos se
vai afirmando.
Assim, as correntes de opinião se defrontam e se exprimem
como que em diversas gamas, e, travadas pelos grandes, as discussões e as
polêmicas por sua vez repercutem sobre os pequenos novamente, os inspiram e
orientam.
Na sua forma mais ilustre, e historicamente mais importante,
a discussão pura e simples e a polêmica se encetam, se desenvolvem e se
desfecham aos olhos de multidões sobre as quais exercem uma ação rectrix do
maior alcance. E em função dessas multidões alcançam sua plena dimensão.
Tudo isso considerado, já se vê que a estratégia apostólica
não pode ser concebida e executada apenas com vistas à pessoa ou a corrente de
opinião restrita com que o católico discute, mas ainda em relação ao público
por vezes imenso, que acompanha como espectador interessado a discussão pura e
simples ou a polêmica. Ora, se o uso da discussão sumamente amena
(discussão-diálogo) pode convir freqüentemente para atrair e persuadir o outro
interlocutor, as legítimas exigências de alma do público imporão às vezes que
se refute e fustigue com veemência o erro e o mal. Pois em determinadas
circunstâncias haveria risco de que uma inoportuna serenidade dos defensores da
boa causa produzisse no público uma verdadeira atonia do senso católico, ou da
sensibilidade moral. E nisto há um argumento a mais para provar que a discussão
pura e simples e a polêmica são, em certos casos, indispensáveis.
É instrutiva neste sentido a luta duas vezes milenar da
Igreja contra os sistemas religiosos e filosóficos que lhe são opostos. Nessa
luta, o diálogo vem comportando, com intensidade maior ou menor, a discussão
pura e simples e a polêmica, tomando-se em consideração essas conveniências não
só no nível dos contatos individuais, como no de grupos, de nações, ou de todo
o gênero humano.
m. A
discussão pura e simples, a polêmica e o caráter militante da Igreja
A proscrição sistemática de toda discussão pura e simples e
de toda polêmica, e a redução de todos os contatos de parte a parte a meras
discussões-diálogos (isto é, discussões sumamente serenas e cordiais), teriam
para a Igreja conseqüências de uma importância que nunca seria suficiente
acentuar.
Tais diálogos jamais bastariam a todas as necessidades
táticas da Igreja Militante. Com efeito, algo de autenticamente militante, no
sentido forte da palavra, é inerente ao "inimicitias ponam" (Gen. 3,
15) e à condição terrena da Igreja. Jamais deixará Ela de ter diante de si
inimigos - no próprio e verdadeiro sentido da palavra - inspirados por uma
hostilidade que vai, conforme o caso, desde a simples antipatia até o auge do
ódio. Esses inimigos jamais serão tão somente meras idéias abstratas, meros
fatores sociais ou econômicos adversos: serão também homens de carne e osso,
que constituirão até o fim do mundo a raça da Serpente20. E a Esposa de
Cristo jamais poderá deixar de os combater.
Não quer isto dizer que em cada pessoa ou instituição não
católica a Igreja só deva ver um inimigo. Mas é utópico imaginar que Ela
encontre, em alguma época histórica, dentre os que são alheios a seu grêmio,
apenas homens cheios de simpatia, que a interroguem sorridentes sobre um ou
outro ponto para o qual não encontram explicação, e que de sorriso em sorriso,
sem maiores complicações, acabem sempre por se converter.
Levaria, aliás, muito longe o utopismo quem, neste século de
campos de concentração, e de cortinas de ferro, de bambu ou do que seja,
imaginasse que é só gente tão desprevenida e risonha que a Igreja tem diante de
si.
De resto, essa simples discriminação dos não católicos em
duas categorias, uma dos adversários, outra dos que poderíamos chamar os
ignorantes benévolos, carece de consistência. Na realidade, entre os não
católicos, são poucos os que levam ao extremo o ódio à Igreja, como os que são
isentos de qualquer antipatia em relação a Ela. A maior parte pertence
simultaneamente, e em proporções variáveis ao infinito, a ambas as categorias
aludidas, de forma que a benevolência, a antipatia e a ignorância se mesclam em
cada qual de um modo peculiar, no que diz respeito à Igreja. E isto leva
necessariamente cada católico a usar, em proporções também diversas ao
infinito, a linguagem própria dos vários tipos de interlocução. O zelo
industrioso não consiste aqui em excluir qualquer deles, mas em utilizar a cada
um, combinando-o ou não com os outros, se e na medida em que o caso concreto o
exigir.
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