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G. Colaboração
com o escol dos irmãos separados na luta contra o relativismo irenista
Cabe, a esta altura, uma observação. O ecumenismo extremado
produz não só entre os católicos como também entre os irmãos separados, sejam
eles cismáticos, hereges ou outros quaisquer, uma confusão trágica, por certo
uma das mais trágicas de nosso século tão cheio de confusões.
Não há hoje com efeito maior perigo, no terreno religioso,
do que o relativismo. Ameaça ele todas as religiões, e contra ele devem lutar
tanto o genuíno católico, quanto qualquer irmão separado que professe
seriamente sua própria religião. E tal luta - vista sob este angulo - só pode
ser levada a efeito por um esforço de cada qual para manter o sentido natural e
próprio de sua crença, contra as interpretações relativistas que a deformam e
solapam. O aliado do verdadeiro católico, nessa luta, será por exemplo o judeu
ou o muçulmano que não deixe pairar a menor dúvida, não só sobre o que nos une,
como sobre o que nos separa. É a partir desta tomada de atitude que o
relativismo pode ser expulso de todos os campos em que procura entrar. Como é
só a partir dela que a interlocução, em suas várias modalidades, inclusive a
discussão pura e simples e a polêmica, pode contribuir para levar os espíritos
à unidade. As boas contas fazem os bons amigos, diz um provérbio. Só a clareza
no pensar e no exprimir o que se pensa, conduz verdadeiramente à unidade.
O ecumenismo exacerbado, tendendo a que cada qual procure
ocultar ou subestimar os verdadeiros pontos de discrepância em relação aos
outros, induz a um regime de "maquillage", que só pode favorecer o
relativismo, isto é, o poderoso inimigo comum de todas as religiões.
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