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Plinio Corrêa de Oliveira
Baldeação ideológica inadvertida e Diál.

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  • Capítulo IV-Um exemplo de palavra-talismã: "diálogo"è
    • 2. A fermentação emocional irenista
      • I. Importância dos aspectos emocionais do utopismo irenístico
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I. Importância dos aspectos emocionais do utopismo irenístico

 

Certamente importa muito ao presente estudo analisar o estado emocional correlato com esse utopismo, pois - como veremos - o comunismo, para operar a derrocada do mundo ocidental, explora no irenismo, mais do que as próprias idéias em que este se baseia, o estado emocional de que ele vive.

 

O homem, criado para o paraíso terrestre, e para um estado de integridade que perdeu em razão do pecado, sente no mais profundo de si mesmo uma viva apetência para essas condições, das quais, segundo o plano divino, jamais se deveria ter afastado. Essa apetência é muito explicável, pois cada ser, em virtude do amor legítimo que tem a si mesmo, ama o seu próprio bem.

 

Acresce que o termo final de todas as aspirações do homem, convidado por Deus a superior destino, nem sequer está na integridade de sua natureza, ou no paraíso terrestre, mas sim na felicidade perfeita e perene do Paraíso celeste.

 

A tendência para o que genericamente poderíamos chamar, talvez com alguma impropriedade, o paradisíaco, palpita, pois, como uma força estuante e insopitável, no fundo de cada homem. Essa força nele se faz sentir a todo momento, se bem que em graus e formas diversas, e se mescla, ora consciente ora inconscientemente, em tudo quanto ele apetece, pensa ou quer.

 

Orientada pela , elevada pela graça, desenvolvida segundo as normas da moral católica, essa apetência do paradisíaco constitui uma força indispensável e fundamental para a dignificação do homem em todos os seus aspectos. Ela o convida a elevar e modelar sua alma e a melhorar quanto possível as condições de sua existência terrena, e sobretudo ela o convida a aspirar ao Céu e a nele pensar com freqüência. Entretanto, nem por isso deixa o católico de compreender que, como tão bem ensina a parábola do joio e do trigo (cf. Mat. 13, 24-30), o erro, o mal e, em conseqüência, a dor, embora possam ser circunscritos, não são extirpáveis deste mundo. Esta vida tem um fundamental sentido de prova, de luta e de expiação, que o fiel sabe ser conforme a altíssimos desígnios da sabedoria, justiça e bondade de Deus. O fim último do homem, sua felicidade gloriosa, completa e pereneestá no Céu.

 

 




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