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3. Ação ideológica
implícita, nota capital do processo
Parece importante acentuar desde logo
que o processo de que nos ocuparemos se destina a predispor favoravelmente à
doutrina e às táticas do comunismo, e, pois, a transformar finalmente em
inocentes-úteis, quando não em comunistas convictos, pessoas que de si são
refratárias à pregação marxista explícita. Por isto mesmo, o processo em
questão atua nas mentalidades de modo implícito.
E nota essencial e característica desse
processo que, ao longo de toda ou quase toda sua extensão, os pacientes não
percebem que estão sofrendo uma ação psicológica por parte de quem quer que seja,
e nem que o rumo para o qual caminham suas impressões e suas simpatias é o
comunismo. Eles têm consciência, com clareza maior ou menor conforme cada
indivíduo, de que estão "evoluindo" ideologicamente. Mas essa
"evolução" se lhes afigura ser tão somente a descoberta ou o
aprofundamento feito paulatinamente por eles mesmos, sem qualquer concurso de
outrem, de uma "verdade" ou de uma constelação de
"verdades" que reputam simpáticas e generosas. Em via de regra nem
sequer passa pela mente desses pacientes, ao longo de quase todo o processo,
que aos poucos se vão tornando comunistas. Se em determinado momento o risco
disto se lhes tornasse notório, dar-se-iam conta, ipso facto, do abismo em que
iam caindo, e retrocederiam.
E só na etapa final da "evolução"
que a evidência de sua transformação interior lhes faz ver que é para o
comunismo que tendem. Entretanto, a essa altura sua mentalidade de tal maneira
está "evoluída", que a hipótese de se tornarem adeptos do comunismo
já não lhes causa horror, mas antes simpatia.
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