Índice | Palavras: Alfabética - Freqüência - Invertidas - Tamanho - Estatísticas | Ajuda | Biblioteca IntraText
Plinio Corrêa de Oliveira
Baldeação ideológica inadvertida e Diál.

IntraText CT - Texto

  • Capítulo I - A nova tática comunista: ação persuasiva no subconsciente
    • 5. Obstáculos com que se defronta o imperialismo comunista
      • B. Malogro no organizar e promover a produção
Precedente - Sucessivo

Clicar aqui para desativar os links de concordâncias

B. Malogro no organizar e promover a produção

 

O comunismo que nem conseguiu convencer, nem autenticamente vencer, também se mostrou impotente em organizar e produzir. Sua inferioridade em relação ao Ocidente é, a este respeito, confessada. Tanto os kruchevistas quanto os pós-kruchevistas afirmam a necessidade de reformas fundamentais na estrutura econômica da Rússia, para obter um aumento da produção. E essas reformas devem importar, segundo eles, numa ampliação da livre iniciativa.

 

Em outros termos, é de um princípio fundamentalmente oposto à sua doutrina que os comunistas esperam obter alguma elevação da produtividade... Pode-se facilmente aquilatar quanto esse insucesso desacredita o comunismo junto às populações por ele dominadas, bem como junto à opinião mundial.

 

 

6. Inutilidade do poderio termonuclear na expansão do comunismo pela violência

 

Dessa impotência na persuasão ideológica explícita e na produção econômica, que acabamos de ver, decorrem naturalmente para o marxismo, na realização de seu plano de hegemonia mundial, dificuldades incontáveis, que reduzem a bem mais modestas proporções o espectro de seu irresistível poder. Em um ponto, em um só ponto, o perigo comunista pode parecer grande aos olhos de todos os povos. É no brandir a ameaça de uma hecatombe termonuclear de âmbito quiçá mundial. Se enquanto força de construção o comunismo nada é, como força de destruição ele é algo.

 

É notório que o poderio atômico soviético é inferior ao norte-americano. Mas, por sua própria índole a Rússia constitui para o mundo, como potência termonuclear, um perigo maior do que qualquer outra nação. Com efeito, para realizar seus planos as forças da desordem e da revolução, pela sua mesma natureza, relutam menos (quando relutam) do que as forças da ordem, em recorrer à destruição. A tendência normal do assaltante emboscado num caminho consiste em agredir. A de sua vítima não consiste em lutar, mas em fugir. E assim é maior o risco de que uma hecatombe atômica seja desencadeada pelos soviéticos ou pelo chineses do que por alguma nação do Ocidente.

 

Este único ponto de "superioridade", intrinsecamente negativo, de que vale para a expansão comunista? Serão por ele superados os obstáculos que, como vimos, se opõem a essa expansão?

 

A que resultados conduziria, para os próprios comunistas, um conflito termonuclear? Vitoriosos talvez de início, seriam eles as principais vítimas da hecatombe que teriam desencadeado. Pois, seu poderio sendo inferior ao do adversário, sofreriam provavelmente, logo após a agressão, represálias maiores do que o dano que houvessem causado. E por fim perderiam a guerra.

 

Nada com efeito menos provável do que a vitória deles. E, se a alcançassem, o que lhes restaria nas mãos, senão um mundo em que os Estados Unidos e a Europa estariam reduzidos a um imenso monte de ruínas? Como levantar sobre essas ruínas fumegantes e informes o edifício do socialismo, que Marx, Lenine, Stalin e Krutchev anelaram ver construído sobre a técnica mais perfeita, mais avançada, e, em uma palavra, mais capaz de emular com a norte-americana? Ainda recentemente, o "Pravda", órgão da Comissão Central do Partido Comunista russo, afirmava: "Acontece com freqüência, na política, que as derrotas sofridas por um campo não equivalem necessariamente a vitórias no campo oposto. O exemplo mais surpreendente é o da guerra termonuclear, que nada valeria ao bloco socialista, ainda que nela o imperialismo fosse literalmente pulverizado" ("Pravda", edição de 6 de janeiro de 1965, apud telegrama da AFP da mesma data, especial para "O Estado de São Paulo"). É a confissão da radical nocividade, para as próprias nações comunistas, de uma hipotética vitória termonuclear soviética sobre o Ocidente.

 

 




Precedente - Sucessivo

Índice | Palavras: Alfabética - Freqüência - Invertidas - Tamanho - Estatísticas | Ajuda | Biblioteca IntraText

Best viewed with any browser at 800x600 or 768x1024 on Tablet PC
IntraText® (V89) - Some rights reserved by EuloTech SRL - 1996-2007. Content in this page is licensed under a Creative Commons License